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Contextualizando o boneco enforcado

Não se sabe ao certo quem é/foi Henry Fishguard. Se o boneco é uma referência ao conto de 1893, "O Paciente Residente" [Memórias de Sherlock Holmes], ou se há algum motivo a mas para ele ter aparecido durante episódio. Porém, o The Final Problem observou a cena e chegou a algumas respostas que se não são interessantes, pelo menos demonstram a inteligência com que Stephen Thompson o escreveu.
Primeira:
"Então, você passou muito tempo conversando com ele?"

"Ah. Henry Fishguard nunca se suicidou."
Ou seja, Henry Fishguard foi um homem que falsamente acreditaram ter cometido suicídio. 

Sherlock estava trabalhando no caso. Por ele estar, nós temos uma piista do que acontece no final do episódio.
Segunda:
"Bow Street Runners - não perceberam nada"
Henry Fishguard foi um homem que falsamente acreditaram ter cometido suicídio há muito tempo.

A Bow Street Runners foi a primeira força policial de Londres. Perceberam o quão velho e empoeirado estava o livro de Sherlock? É porque o caso de Henry Fishguard foi em alguma época antes de 1840.
Talvez este nome em específico, "Henry Fishguard" e seu não-suicídio tenham sido inventados para essa piada no programa e não foi nenhum caso real da Bow Street Runners. Se alguém souber se houve um Henry real, conte-nos!
Terceira:
"Caso urgente, não?"
"São todos urgentes até serem solucionados"
Henry Fishguard foi alguém cujo caso nos deixa saber como Sherlock pensa sobre todos os casos que pega.

John estava implicando com Sherlock por ele estar focado em um crime ocorrido há mais de um século. Um crime que provavelmente ninguém pediu a Sherlock para solucionar. (O que é engraçado, já que um pouco antes ele tinha pedido a Sherlock para pegar um caso discreto para trabalhar. Era o que ele estava fazendo. O que pode ser mais discreto que isso?)

Sherlock responde que todos os seus casos são urgentes até serem resolvidos. Se ele começa a trabalhar em um caso, é importante pra ele ir até o fim.

Essa atitude não soa um pouco familiar?
Jim: Johann Sebastian ficaria horrorizado. Posso?
Sherlock: Por favor.
Jim: Sabia que quando estava no seu leito de morte, Bach, ele ouviu seu filho tocando uma de suas peças no piano. O menino parou antes de terminar.
Sherlock: E o moribundo pulou de sua cama, correu para o piano, e terminou.
Jim: Não podia suportar uma melodia incompleta.
Sherlock: Nem você. É por isso que veio.
Jim: Mas seja sincero, você está um pouquinho satisfeito.
Sherlock: O que, com o veredito?
Jim: Comigo. De volta às ruas.
Jim era Sherlock, Sherlock era Jim e nenhum deles podia suportar deixar seu trabalho incompleto. Mas no caso deles, eles eram o caso incompleto um do outro. É por isso que este precisava ser o problema final.
Jim teve a oportunidade de levar o tema até o fim do jogo ao bater com os dedos o seu falso código de computador no ritmo da composição de Bach.
Jim: Não tem nenhum código, idiota! Esses dígitos não significam nada. Totalmente sem significado. Você não achou mesmo que umas duas linhas de um código de computador iriam desmoronar o mundo? Estou desapontado. Desapontado com você, Sherlock qualquer! 
Sherlock: Mas o ritmo -
Jim: Partita No. 1. Obrigado, Johann Sebastian Bach!

3 comentários:

  1. Brilhante!
    E é possível que Sherlock tenha estudado algo no caso de Henry para falsificar sua própria morte. A resposta não está no episódio? Em algo "fora do personagem"? Bem, ele nunca se importou com casos antigos assim. Talvez seja isso.

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  2. Hummm... seria esta a tal pista que ninguém estava pegando, como disse Moffat?

    Sherlock - Moriarty.... está parecendo com a história do Highlander: "Só pode ficar um!" :-)))

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  3. De fato, foi algo bem pensado e contextualizado. A conclusão é clara! Mas não acho que isso interfira na trama em si. Não tenha tanta relevância. Que ele estudou o caso de Fishguard para si não há dúvidas. Mas penso que tenha sido mais um modo de pensar para dar sentido ao nome, "o problema final", do que de fato uma pista de suma importância.

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