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"Rupert Graves é bom no futebol e tem 5 filhos" - Entrevista


Ouça:

  

A certa altura dos comentários do episódio "O Grande Jogo", gravados para o DVD, Mark Gatiss vira para Benedict Cumberbatch e pede, em tom de brincadeira: 'Nos fale sobre Rupert Graves, Benedict'. Martin Freeman ri e Benedict responde em tom monótono e afeminado: 'Rupert Graves é bom no futebol e tem cinco filhos'. A frase se tornou um meme no fandom de Sherlock desde então, até que explicaram a "piada interna":

"Rupert e Benedict estavam conversando sobre os artigos escritos sobre eles rindo sobre as coisas que são repetidas em todos eles. Sobre Benedict, sempre falam do nome. Sobre Rupert, é que ele tem cinco filhos e é bom jogador de futebol. Então eles riram.

Depois eles falaram sobre como a partir de agora uma das coisas que serão repetidas pra sempre nos artigos sobre eles é ambos participaram de Sherlock. E aí eles se abraçaram."

Rupert Graves uma vez disse que entrevistas são chatas. Não vê sentido em falar de si mesmo e de projetos que ele não está mais interessado - uma vez que quando chegam ao público, geralmente o artista já está fazendo outra coisa. Mas que elas são obrigações contratuais. Talvez por isso, com o avançar de sua carreira, pouco material atual sobre ele consegue ser encontrado.

No início do mês, ele bateu um papo divertido com o administrador do seu fansite Rupert Graves.com , sobre seus mais novos projetos - como a participação na próxima temporada de Doctor Who. Ficou prometido que na semana que vem, em comemoração ao seu aniversário, ele irá responder algumas perguntas de fãs e o site sorteará fotos autografadas! Fiquem ligados!

Abaixo, trechos da entrevista onde ele fala sobre seu papel em Doctor Who e menciona Sherlock. Para ler a entrevista completa, clique aqui.

(...)
PB –  Falando em formas de viajar, você aparecerá como ator convidado no novo "Doctor Who"?
RG - Sim, eu vou.
PB- Seu personagem "Riddel"...
RG- É, ele...hmmm... ele é um, ele é um grande caçador de jogos...ele está na África, e aí há uma certa história por trás dele e do doutor, ainda que nunca seja totalmente explicada qual...ele está lá para ajudar o doutor.
PB- Ele está lá pra ajudar o doutor, ou é um pouco de cada, você ajudando o doutor e ele te ajudando?
RG- Eu vou ajudar o doutor.
PB- Certo...então, alguma possibilidade de você retornar?
RG- Não faço ideia. Não, acho que não tem nenhuma [possibilidade] na verdade.
PB- Você gostaria?
RG- Hmm, Não sei..eu teria que ver o que eles estariam pensando em fazer com o personagem.
PB- Você gostaria de ser Doctor Who?
RG- Não...não.
PB- Sério?
RG- Não, eu não queria ser Doctor Who.
PB- Nunca passou pela sua cabeça?
RG- Não, eu não gostaria mesmo de fazer esse tipo de personagem.
PB- Ele é um pouco singular, né?
RG- Ele é, mas nós estávamos falando desse tipo de coisa em Newcastle: uma vez que se prende a um personagem dessa forma, você nunca mais consegue ficar em paz.

(...)

PB - (...) Você tem mais alguma coisa planejada para o futuro, palco ou televisão? [Além de Fast Girls, Coup e Doctor Who, que discutiram anteriormente]
RB- É só isso no momento, mas obviamente haverá mais "Sherlock", mas não tenho certeza de quando.
PB - Certo, porque ele não morreu, morreu?
RG- Hmm, bem, não morreu, morreu?
PB- (Risos) Foi mesmo um bom trabalho, senão não haveria nenhuma nova temporada!
RG- (Risos) Não, a menos que eles fizessem uma nova série chamada "Watson".
PB- Isso me lembra daquele spin off de "Morse", que você participou como ator convidado, "Lewis"
RG- Ah sim!
PB- Eu estava lendo [artigos] com Colin Dexter e Kevin Whately, os caras que interpretaram Lewis, e ambos disseram que a próxima [temporada] será a última;
RG- Ah é, já tem um bom tempo que ele está fazendo aquilo.
PB- É, você já pensou em fazer algo assim, uma série grande?
RG- Não, acho que não, mas nunca diga nunca, sei lá.
PB- E Sherlock, poderia continuar mais um pouco?
RG- Não tenho certeza, acho que eles estão preocupados em não..hmm..desgastá-la, eles querem mantê-la especial.


Perfil


Rupert nunca jogou o jogo do showbusiness. Aos 20 e poucos, ele fez seu nome nos dramas históricos de Merchant Ivory e parecia destinado a uma carreira maior em Hollywood, não apenas por ter uma bonita e típica aparência inglesa.

Seus colegas no filme "Uma Janela Para o Amor", de 1985, eram Daniel Day-Lewis e Helena Bonham Carter. Depois ele apareceu na versão em filme para "Maurice", de E.M. Forster, interpretando um guarda de caça homossexual ao lado de Hugh Grant.

Mas enquanto as carreiras de seus colegas astros levou um rumo, Rupert pegou um caminho diferente. Ele nunca mergulhou em Hollywood, procurando uma carreira na Inglaterra em vez disso. 'O fato é que eu tenho andado ocupado fazendo as coisas aqui e não sou particularmente ambicioso', diz ele. Você precisa ser hábil pra ser uma celebridade. Você precisa criar uma personalidade e lapidá-la. Parece insensato pra mim. Profissionalmente é uma boa ideia. Mas não posso fazer.' Então eu suponho que ele não trocaria sua vida pela de Hugh Grant? 'Minha carreira chegou em um nível que eu gosto', ele diz. 'Celebridade é um pé no saco - você está sempre exposto.'

Atuar sempre teve a ver com deixar de ser ele mesmo. Nascido em Weston-super-Mare, o irmão do meio entre os três filhos de um casamento infeliz, ele não era, em suas palavras 'centrado' quando jovem - tanto que sua mãe o levou a um psiquiatra. Ele sofreu de depressão até dez anos atrás. 'Era como se algo viesse do céu e te esmagasse', ele diz. 'Me lembro de precisar fugir de tudo.' O que ele fez atuando. 'A vontade de atuar se transformou na força predominante na minha vida. Me empolgou. Tem um momento enquanto você atua, que você está totalmente no clima, e o que você está tentando não ter limites . Acontece às vezes e eu fico muito feliz que aconteça comigo."

Aos 15, Rupert dexou a escola para seguir a sua paixão, trabalhando em um circo e no Butlins para garantir seu cartão Equity. Ele já falou antes sobre ter sido experimental em sua vida sexual durante essa época e ele diz agora 'Eu era um garoto bonito. E haviam alguns atores mais velhos. Eu devia ter uns 19, 20 ou 21. Não era a coisa certa pra mim, mas não tenho do que reclamar.'
Fica óbvio agora porque ele não quer fazer o jogo do showbusiness. 'Meus filhos e Suzanne são as maiores partes da minha vida', ele diz. "Conhecê-la foi como conhecer minha alma gêmea.' Foi aí que sua depressão acabou?

'Ah, não. Foi antes disso. Uma noite eu estava caminhando com o cachorro e me apaixonei pela ideia da vida. Foi uma dessas coisas sentimentais mas elementares, quando você olha pra uma árvore e pro céu e você pensa "É o máximo". Ah, e tem outra coisa: eu estava dançando debaixo de uma árvore uma vez - uma linda castanheira de galhos longos. Nunca mais tive depressão desde então.' O que é, devastador - mas de uma maneira boa.


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