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As Seis Thatchers: 11 easter-eggs, pistas e referências que você pode ter perdido


Fonte: Vanity Fair 

O primeiro episódio da quarta temporada de Sherlock teve muitos momentos chocantes para manter até mesmo o espectador mais casual na beira do sofá (às vezes até mesmo de forma exasperada). Mas os co-criadores Mark Gatiss e Steven Moffat também conseguiram espremer uma série de referências aos antigos contos, bem como uma pista ou duas para o futuro da série . Aqui, no caso de você ter perdido, está uma pequena mensagem de pós-créditos de Mary. Mas deixa logo de antemão, a gente te alertar que, caso você ainda não tenha assistido ao episódio, esse não é o melhor lugar pra você.


As últimas palavras de Mary: Já que estamos falando sobre isso: o que Mary (Amanda Abbington) estava tentando dizer com aquele trecho "vá para o inferno"? Quanto mais de seu vídeo nós ainda não vimos, e será que fornecerá eventualmente o contexto? Parecia um pouco fora de tempo esse "vá para o inferno" logo após o seu apaixonado "Salve John Watson". É claro que o pedido repetido de Mary além túmulo - "Salve John Watson" - é um que ela e Sherlock (Benedict Cumberbatch) já tinham esbarrado anteriormente na terceira temporada em "O Carro Fúnebre Vazio".

 
Foi o primeiro caso deles juntos, logo, deve ter tido algum peso extra para o culpado Holmes.

A outra mulher: Apesar de seu final trágico, Mary pode não ter sido a mulher mais intrigante neste episódio. John (Martin Freeman) conhece e começa um flerte baseado em SMSs com uma jovem mulher que ele chama apenas de "E." Nos créditos, no entanto, o nome é Elizabeth; Os fãs de Cumberbatch reconheceram a atriz Sian Brooke por conta do papel de Ophelia na peça Hamlet que o ator atuou em 2015. Alguns espectadores suspeitam ainda que não vimos tudo da personagem de Brooke e que seu cabelo vermelho, bastante desajeitado, obviamente seja uma peruca, que irá desaparecer mais tarde durante a temporada. John já foi vítima de um rosto bonito e enganador mais de uma vez nesta série, e faria muito sentido para Elizabeth - que parece muito investida em ficar em contato com John - ter um motivo oculto.


 
A última cena que vemos dela nesse episódio, Elizabeth está sentada ao lado de um cartaz que caracteriza o ator Toby Jones, que dará vida ao grande vilão do episódio seguinte de Sherlock, "O Detetive Mentiroso." Nele, Jones é Culverton Smith uma misto de Rupert Murdoch/Donald Trump, com um reality show chamado "Assassino de Negócios". Elizabeth poderia estar associada ou trabalhando para Smith? Ou será que ela é realmente uma agente de Moriarty, que Sherlock suspeita ter colocado algum plano em prática para poder brincar com o detetive mesmo depois de morto? O que poderia ser mais prejudicial para Sherlock do que alguém que tem acesso tão íntimo a Watson?


O outro Toby: Jones não foi o único Toby famoso a aparecer neste episódio. Um canino chamado Toby - uma figura familiar para qualquer fã dos livros de Holmes - também apareceu para ajudar John, Mary e Sherlock. Na verdade, ele não era muito útil, né? De acordo com uma entrevista concedida por Gatiss e Moffat após a primeira exibição do episódio, eles tiveram que re-escrever a cena, visto que o cão que eles contrataram para interpretar Toby não foi lá muito cooperativo. Em ambos os livros, e várias adaptações nas telas, Toby é um leal cão assistente de Sherlock, porém não vive com Watson e Holmes. Em vez disso, ele vive com um Sr. Sherman em uma rua fictícia chamada Pinchin Lane. Sherlock encontrou até mesmo espaço para um aceno em direção à rua  Pinchin durante a cena do hacker.

Créditos: Outra coisa divertida relacionada aos romances originais veio nos créditos de encerramento, onde, na tradição de Sherlock, certas letras foram destacadas em vermelho. Essas letras formaram SIX NAPOLEONS, que é um aceno ao título da história ("Os Seis Bustos de Napoleão", de 1904) que foi a base do episódio "As Seis Thatchers". No episódio, Craig também fez referência à história original quando comparou o legado de Thatcher ao de Napoleão. Na versão de Conan Doyle, havia seis bustos idênticos de Napoleão que continham um tesouro dentro. Adivinha o que era?

Sim! A pérola negra dos Borgias, é claro! Não um pen drive. Dessa forma,  Sherlock estava perto da sua primeira suposição; só que com um século de atraso.


O outro irmão: Falando de séculos, parece que já faz tanto tempo que Mycroft (Gatiss) deixou uma dica sobre o terceiro irmão Holmes ainda na terceira temporada.



A alusão de Mycroft a um terceiro irmão é uma referência a algumas histórias não canônicas escritas sobre Sherlock. Nelas, Mycroft e Holmes têm um irmão chamado Sherrinford. A teoria do "outro irmão" é a seguinte: se Mycroft fosse o herdeiro mais velho da família Holmes, ele teria que administrar a propriedade da família e não seria capaz de ter um emprego no governo. Este Sherrinford fictício libera tanto Mycroft quanto Sherlock para partir em aventuras. Sherrinford Holmes, aliás, era um nome antigo que Doyle considerava para Sherlock. Ele também é o personagem Steven Moffat disse que gostaria de interpretar.
Gatiss sugeriu que Sherrinford irá entrar nessa temporada (embora ainda não haja nenhuma palavra sobre quem o interpretará), e alguns fãs se perguntam se o post-it na geladeira de Mycroft onde lemos "13th" seja um indício para o fato de que Sherrinford deva aparecer até o final da temporada 4, no 13º episódio "O Problema Final".


Para fãs dos livros, há um outro pequeno (e divertido) easter-egg preso no refrigerador de Mycroft. Pisque e você poderá perder que o menu do restaurante que o Mycroft segura (a gente realmente acredita que ele pede comida por telefone?) vem de um restaurante chamado "Reigate Square", uma referência para "The Adventures of the Reigate Squire", nome de um pequeno conto que aparece em "As Memórias de Sherlock Holmes".



Norbury: Nesse episódio, uma gênia frustrada, apaixonada por picolé, Vivian Norbury, é quem acaba pegando Holmes de surpresa e assassinando Mary no processo. Que nem Mary (uma brilhante espiã) nem Sherlock (um detetive impecável) tivessem uma boa leitura sobre Vivian naquela cena não é algo de se acreditar, porém Sherlock ficará preso a esse acontecimento por um longo tempo. Em uma história de Holmes intitulada "A Face Amarela", Sherlock chega muito rápido a uma conclusão, que acaba sendo errada. É um deslizamento raro. Ele deixa passar a resposta, que fica na cidade de Norbury, a sudoeste de Londres. Depois disso, ele diz a Watson: "Se alguma vez lhe parecer que estou ficando um pouco confiante demais em minhas deduções, ou dando menos importância a um caso do que ele merece, gentilmente sussurre 'Norbury' no meu ouvido e irei entender". Gatiss e Moffat utilizaram o diálogo quase que linha por linha, colocando a Sra. Hudson no lugar de Watson.


Mas falando de Norbury (a senhora, não a cidade), é possível que ela seja associada de alguma forma com Moriarty? Ela se utiliza do mesmo diálogo utilizado por ele - ou de um alvo dele - no episódio "O Grande Jogo". Será que Sherlock pode estar certo em sua aparente paranóica convicção de que todas as estradas e vilões levam a Moriarty?
Elementar: Podem haver falas mais famosas de Sherlock para Watson, mas um discurso que Holmes faz em "Um Escândalo na Bohemia" abriu as portas para a popularidade da dupla na revista Strand em 1891. "Você vê", Holmes diz ao seu parceiro , "Mas você não observa. A distinção é clara. Por exemplo, você tem visto frequentemente os passos que levam do corredor a este quarto ... quantos existem?" Neste episódio, é a bebê Rosie Watson que participa de uma conversa semelhante - e ela oferece a Holmes a exata quantidade de respeito que ele merece.


Também conhecida como: Um dos nomes de Mary quando ela está em fuga é "Gabrielle Ashdown". Ashdown era um pseudônimo usado por Holmes no filme de 1970 A vida secreta de Sherlock Holmes - um dos filmes favoritos de Mark Gatiss.


Outros Casos: Como costumam fazer, Gatiss e Moffat pareciam ter amontoado um fluxo de referências a outros casos de Holmes durante esse episódio. A melhor delas, no entanto, é essa referência à "Liga de Cabeças Vermelhas", na qual um dos clientes de Sherlock diz: "Eu pensei que você tivesse feito algo inteligente, agora que explicou, é super simples, não é?" Essa fala permitiu a Cumberbatch fazer uma cara absolutamente impagável.



Outra referência, é claro, centra-se na repetitiva fábula "Encontro em Samarra". Mycroft lembra que, quando criança, Holmes escreveu sua própria versão e intitulou-a "Encontro em Sumatra". Esta é uma referência a um caso de Doyle que na versão do livro Holmes diz que "o mundo ainda não está pronto." O título: "O Rato Gigante de Sumatra.", outro favorito de Gatiss.

Por que matar Mary?: Ninguém parece especialmente impressionado sobre como este episódio de Sherlock foi sobre a eliminação de Mary Watson - e o fandom parece muito dividido sobre se ou não a sua morte foi uma coisa boa. Aqueles que estavam cansados de espionagem se misturando com a série de detetives, ou que se ressentiam de que a Sra. Watson se interpusesse no subtexto homoerótico entre John e Sherlock, ficaram felizes por vê-la pelas costas. Outros que pensaram que Abbington trouxera uma adição agradável ao trio ficaram tristes de vê-la partir. Mas Mary acabaria morrendo, como ocorre nos livros. E, como Moffat mencionou, a série deu a ela uma saída mais central do que Arthur Conan Doyle, que escreveu a sua saída com um vago e triste comentário de John entre suas aventuras.

Como Moffat disse ao Entertainment Weekly:
 
A realidade disto, claro, é que Sherlock Holmes é sobre Sherlock e Dr. Watson e sempre será assim - sempre sempre sempre. Eles se divertiram sendo um trio, mas não funciona a longo prazo. Mary desde o início estava programada pra sair e o caminho sempre nos levaria de volta aos outros dois.
 A pungência do adeus entre marido e mulher foi ainda mais impactante para os fãs que estavam cientes de que o casal da vida real Abbington e Freeman recentemente anunciaram sua separação. Mas no final, como é cada vez mais comum nos programas de TV atualmente, Mary morreu em função dos personagens masculinos centrais da série. É melhor que façam valer a pena

Tudo registrado no blog: Muito foi feito do blog de John Watson em "As Seis Thatchers", e os fãs da série, por anos, se deliciaram do fato de que uma versão real do blog existe na internet. Mas, nos últimos meses, uma nova legenda surgiu no topo do JohnWatsonBlog.co.uk. onde se lê: "John Watson não está mais atualizando este blog. Para o último conteúdo de Sherlock na BBC vá para o site do programa Sherlock." Seria isso um indício para a rachadura que ocorreu no relacionamento entre John e Sherlock? Ou a BBC colocou esse aviso no site depois que os fãs ficaram confusos ao descobrirem que um caso diferente intitulado "As Seis Thatchers" já existia no blog? De qualquer maneira, o Inspetor Lestrade pode ficar tranquilo: o blog de John (pelo menos esta versão) terminou.

SOBRE AS SEIS THATCHERS, LEIA TAMBÉM:

Resenha com spoilers, discutindo detalhes do episódio: aqui

Entrevista: Steven Moffat explica o final: aqui

33 detalhes, easter-eggs e referências do episódio: aqui

Downloads e opções para assistir online legendado estão na postagem fixada deste grupo: aqui



 
 

8 comentários:

  1. Sumatra também é o nome da estação de trem escondida em baixo do parlamento no episódio Empty Hearse. Lá Sherlock e John quase "morrem" desarmando a bomba. Nesse episódio a relação de John e Sherlock também é abalada.

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  2. Dizem que o blog do John foi desativado porque o cara que escrevia nele vai passar a escrever o twitter do sherlock!

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    1. Pois é, mas até agora nada dele aparecer por lá :/

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  3. Eu entendo que a Mary já tinha um prazo pra sair, porém,achei o assassinato dela meio forçado, não acham?

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  4. Achei meio forçada a morte da Mary também, mas fiquei pensando, ela levou o tiro no mesmo lugar que ela atirou no Sherlock, e por que ela morreu e o Sherlock não? Muito forçado.

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    1. Pensei a mesma coisa, vai ver por que a ambulância chegou mais rápido no Sherlock e na Mary mais tarde

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  5. Eu não estava feliz até que eu conheci Dr.Akpada através destes detalhes (akpadatemple@hotmail.com) porque meu marido me deixou e nunca teve a intenção de voltar para casa. Mas apenas dentro de 48 horas que eu entrei em contato com Dr.Akpada meu casamento mudou para o lado positivo, No primeiro meu marido voltou para casa e desde então o meu casamento tem sido mais romântico do que nunca.

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