Nesse final de semana aconteceu a segunda edição da Con oficial de Sherlock, a SHERLOCKED. Ante...


Nesse final de semana aconteceu a segunda edição da Con oficial de Sherlock, a SHERLOCKED.

Antes de começar, uma pequena polêmica incendiada pelo tabloide The Daily Mail tentou manchar o nome de Benedict dizendo que o ator teria "esnobado" fãs que pagaram mais de 3mil libras para vê-lo na convenção, já que o ator não participaria do evento.

A verdade é que Benedict está tirando um (merecido) período de 15 dias de férias, e não estava escalado para a convenção. Os fãs que compraram o ingresso o fizeram no escuro, já que não foi prometida a presença do ator. Mas após a "polêmica", Benedict resolveu participar e tirou um dia para atender aos fãs presentes no evento e calar a boca da imprensa.

E o evento veio recheado de novidades esse ano! Vem ver quais foram os melhores momentos:

Sábado - 24 de setembro


 - No painel dedicado a Moriarty, Andrew Scott contou que não pesquisou outras interpretações do personagem, o que permitiu que a versão dele fosse única. Ele ainda falou que não é um ator do Método, então não leva os personagens pra casa. Mas já foi acusado de ter características do Moriarty.

- Andrew Scott, ao ser perguntado qual outro personagem gostaria de interpretar na série: "Eu SEMPRE digo Sra. Hudson".

- Ele disse ainda que vilões são divertidos de interpretar, pois você pode se comportar mal, mas personagens tímidos são tão divertidos quanto.

- Que animal de estimação Moriarty teria? Uma cobra ou uma girafa.

- Andrew acha que Moriarty é um personagem solitário que, diferente de Sherlock, não tem amigos.


A maquiadora e hair stylist Claire Pritchard participou de uma rodada de perguntas & respostas com fãs e disse algumas curiosidades:

- Ela contou que John está com cabelo diferente na quarta temporada como forma de mostrar que agora 'é um homem casado, apaixonado e com uma mulher e bebê adoráveis'. Ela disse ainda que Martin Freeman é bem específico quanto a seu visual e que em A Noiva Abominável ele não queria que o bigode fosse tão grisalho quanto o visto em S3E1: O carro fúnebre vazio.

- Claire contou que levam uma média de 2 a 3 semanas para se preparar antes das gravações, mas A Noiva Abominável precisou de 4 semanas.

- Quando foi convidada a criar o visual de Sherlock, o briefing da produção dizia que o personagem era  'dark, pálido, criatura da noite, herói de Byron.


 Os pais de Benedict Cumberbatch, que também interpretam os pais de Sherlock, Wanda Ventham e Timothy Carlton, participaram de um painel dedicado à "geração maneira", ao lado de Una Stubbs.

- Wanda comentou que disse a Benedict que Sherlock seria uma guinada em sua carreira. Acertou direitinho! (Ah, as mães...). Ela também contou que quando Ben foi escolhido para o papel, disse: Mas querido, você tem um nariz errado!

- Wanda ainda contou algumas historinhas fofas sobre Benedict, como essa: Aos 3 anos, ele estava interpretando José e empurrou do palco a garota que interpretava Maria, gritando: Sai daqui!

E essa: "Toda vez que pergunto algo ao Benedict a resposta dele é 'tenho que ir, mãe'"

Ou essa: "Sherlock enxotando os pais em O Carro Fúnebre Vazio é igual a Benedict falando comigo no telefone quando ele precisa sair".

- Alguém cometeu a indelicadeza de perguntar a uma senhora idosa se ela ainda "podia dançar". A resposta de Una Stubbs foi certeira: "Sim, e eu também posso andar e falar palavrão!"

- Una contou que adorou que a Sra Hudson não só tem um passado, mas um passado muito ousado!Ela disse ainda que Martin e Rupert são nojentos no set (no sentido de falar muita coisa obscena), mas se sente lisonjeada com eles e "como um dos caras".

- Wanda aproveitou para fazer elogios a Martin Freeman, dizendo que Benedict o adora. E que ele é muito pé no chão!

- Sobre terem sido escolhidos para interpretar os pais de Sherlock, Wanda comentou: "Já que alguém teria que ser pago para interpretar os pais de Benedict...bem..."

- Como você lidaria com filhos como Sherlock e Mycroft na vida real? Timothy: "Os mandaria para o colégio interno o mais rápido possível"

- Wanda: Nos disseram que éramos pais comuns. Como podemos ser comuns se chamamos nossos filhos de Sherlock e Mycroft?

Momento revelação do dia:

A mãe de Benedict disse que tinha um crush no Jeremy Brett! "Ele era meu herói como Sherlock Holmes"


"Quem manda é a Sue" - MOFFAT, Steven

Sobre o episódio piloto, Moffat disse que as pessoas adoraram, mas que agora ele parece muito pobre se comparado à versão estendida que foi ao ar. Ele contou ainda que a ideia de deixar Sherlock com o cabelo cacheado veio bem antes do piloto e que nada tinha a ver com o cabelo de Benedict.

Moffat afirmou ainda ter ficado incomodado ao ao descreverem Rachel Tatalay como a primeira mulher a dirigir Sherlock, já que Coky Giedroyc foi a diretora do piloto e "ela foi muito importante para a série. Nós oferecemos a Coky Giedroyc a chance de voltar à direção na primeira temporada, mas na época ela não pôde fazer", disse ele.

- Por que John não tem sintomas de estresse pós-traumático? "Porque é tudo inventado. Cumberbatch também não soluciona crimes. É ficção. Ele perambula pela cena do crime pedindo por café e um carro pra voltar pra casa".

- Qual é essa obsessão de jogar as pessoas de telhados, como aconteceu com Sherlock, Amy e Rory?
"Bem, todos precisamos de um hobby"

Sue Vertue  revelou que o dia em que ela viu Gatiss e Moffat mais empolgados foi quando filmaram a cena da cachoeira em A Noiva Abominável. 💜

Sobre outtakes e spoilers, Sue Vertue disse que "alguns outtakes a gente não pode usar por causa do linguajar de Martin!" e "se formos gravar um grande spoiler, a gente tenta fazer em estúdio não em locação. Desculpe."

Sobre a quarta temporada:


Moffat: "Cada episódio de Sherlock tem 60 min de trama e 30 min de drama, tirando o terceiro episódio da quarta temporada, que tem MUITA trama!"

A Sue contou que os primeiros cortes dos episódios novos estavam com 20 minutos a mais (o que significa que filmaram muita cena extra).



- Lestrade está de olho na Molly? Rupert: "Ele tem vivido sozinho há muito tempo, ele está de olho em muita gente"

- Amanda não sabia que Mary era uma assassina quando filmou os dois primeiros episódios da terceira temporada. Ela ainda fez uma piada, dizendo que só conseguiu o papel porque estava dormindo com um dos astros. Rupert não perdeu tempo e emendou: "Eu também!".

- Amanda acusou Rupert de ser obsceno com Una Stubbs!

Sobre a quarta temporada, eles tentaram dizer alguma coisa sem revelar spoilers. Tudo o que saiu foi: "é incrível, obscura e segue por direções inesperadas".

Amanda revelou ainda que ela e Louise Brealey estão pensando em escrever alguma coisa juntas!

Domingo, 25 de setembro



Yasmine Akram (Janine) sobre beijar Benedict: "foi o máximo e eu fui paga pra isso! O rosto dele é bem macio" 😏 "Nunca antes tanta gente teve inveja de mim".

Ela também disse que "Rupert [Graves] é um homem adorável e um pai terrível". Ele falou para um de seus filhos ir até ela e chutá-la.


- Mark Gatiss sobre o relacionamento dos irmãos Holmes: "Mycroft sente vergonha por Sherlock ter escolhido ser um detetive consultor particular. E ambos os irmãos se importam um com o outro, mas veem isso como uma fraqueza. Só que Mycroft leva esse pensamento ao extremo."

- Mofftiss estão tentando modernizar A Liga dos Cabeças Vermelhas, mas ainda não conseguiram acertar.

- O momento de revelação preferido de Moffat no cânone é o plot twist em O Vale do Medo. E sobre Jeremy Brett, Moffat disse que ele era fantástico, mas deixava de lado o lado cômico de Sherlock. "Já Robert Downey Jr é ótimo nisso!".

- Tanto Steven quanto Mark escrevem as falas de Mycroft.

- Quando não vemos Mycroft em cena é porque "ele está tendo a sua própria aventura com os seus soldados de estimação".

- "Talvez Mycroft tenha um pouco de ciúmes da amizade de Sherlock com John".

- Sherlock quando pequeno era um garoto travesso?
  Mark: "Não necessariamente, talvez vejamos isso no futuro"

- Mycroft ensinou ao irmão que as emoções eram perigosas e Sherlock vive em constante conflito por conta disso.

Sobre a quarta temporada: Moffat e Gatiss escreveram parte da 4ª temporada no Marrocos "Estávamos tão produtivos que Sue nos trouxe de volta imediatamente"

+Sherlock France 
Louise Brealey falou um pouco sobre sua participação em A Noiva Abominável. Segundo ela, se vestir de homem foi divertido e seu momento preferido no especial e ela se considerou "um cara muito gato!" Mas, "o bigode me deixou parecendo um ex namorado". Segundo ela, o terno foi o mesmo que Daniel Radcliffe vestiu em A Mulher de Preto.

- Ela disse que prefere cenas com um elenco mais amplo a cenas normalmente só com Benedict, "se torna repetitivo", brincou ela. E sobre o elenco em si: "Ninguém é desagradável, somos todos legais com exceção da Una. Escrota. Não acredite em nada do que você lê!".

-  "Benedict beija bem?"
Loo: Excelente!!! Obrigada pela pergunta!

- A cena que ela mais gostou de gravar foi a do Natal no episódio Um Escândalo na Belgravia. Mas seu episódio favorito é A Queda de Reichenbach. "Eu acho que as atuações deles... do Ben... e do outro lá... Eles são incríveis!"

Louise e Amanda estão aceitando sugestões sobre que tipo de trama elas deveriam escrever juntas.

Sobre a quarta temporada:

"Absolutamente brilhante, muito sombria, bastante preocupante e dramática"

Ela acredita que a próxima temporada será a melhor de todas! Loo disse ainda que há uma cena bem bonita dela com o Benedict no último episódio da quarta temporada. E que uma das suas cenas favoritas é "uma cena brilhante que ainda não foi ao ar. Não posso falar mais nada".


O painel mais esperado da noite certamente foi o de Benedict Cumberbatch, que estava muito bem humorado - inclusive o ator invadiu o photoshoot dos pais e fez photobomb na foto de alguém!

Benedict falou sobre seu papel, sobre o elenco e sobre o fandom. Aqui, alguns destaques:

Sobre Sherlock

- Segundo ele, "graças a John Watson Sherlock está se tornando um de nós";

- "Existe uma lealdade ao personagem. Eu amo interpretá-lo e ele me deu a minha carreira!";

-  "Sherlock é legal com a Mary, mesmo ela tendo atirado nele porque ele a vê como uma igual";

- "A relação entre Molly e Sherlock é complicada... Ele precisa dela e a usa, mas não consegue fazer mais que isso";


- "Tive muita sorte, meio que segui com a corrente, mas tive muita sorte com este papel".

-  Ele diz que o legal de Sherlock é que a série junta 3 gerações e disse também que consegue diferenciar quando um roteiro é escrito pelo Steven ou pelo Mark.

- Como sempre, ele reclamou do tempo que passa na cadeira de maquiagem: "eu tenho um lindo cabelo feminino. (Para quem não sabe, Benedict não gosta do cabelo de Sherlock, porque ele nunca tem como saber como os cachos estão e "se sente idiota" e porque dá muito trabalho para cuidar. O ator usou uma peruca em A Noiva Abominável e As Seis Thatchers).

Sobre sua carreira

- "Eu corro bem diferente do Khan ou Smaug";

-  "Doutor Estranho e Sherlock são muito diferentes. Não faço este trabalho para interpretar as mesmas pessoas."


- Ele falou ainda que gostaria de fazer mais comédias! No dia anterior, Una Stubbs e Wanda Venthan, sua mãe, comentaram o quanto ele é bom nisso e que deveria ganhar mais papéis do gênero.

- Ele disse que gostaria de dirigir um episódio de Sherlock!;

- Assim como Rupert Graves e Andrew Scott, Benedict também disse que se não fosse Sherlock, interpretaria a Sra Hudson. E ainda emendou com um "Oh-Oh"

Sobre o clima nos bastidores da série

- Grandes amizades se formaram no set. Benedict falou de forma bem amável sobre Una Stubbs ("Eu tenho uma relação muito maternal com ela. Eu sou desesperadamente apegado a Una Stubbs!") e sobre o senso de humor de Martin Freeman ("Ele não manda mensagens, ele não telefona, ele manda uns e-mails de vez em quando");

- "Eu amo a intensidade desse fandom!"

Sobre a quarta temporada 

"É uma temporada muito física" - o que significa que muitas cenas de ação foram gravadas;

- "Adoraria ser uma mosca na parede para ver a reação das pessoas ao assistirem a nova temporada!"

- "Vocês não sabem o que espera por vocês no terceiro episódio da quarta temporada"


O último painel do evento foi a respeito do futuro de Sherlock, com terror psicológico sobre o fim da série.

"Apesar desse painel ser sobre o futuro de Sherlock, a verdade é que não podemos falar nada a respeito"

- Vocês tem alguma ideia de como irão terminar o programa?
  Mark: E quem disse que nós já não o terminamos?

Moffat: Sherlock Holmes nunca irá terminar
Sherlock, em contrapartida... nós faremos o que a gente quiser.

Em tempo: Steven Moffat já havia acenado para a possibilidade da quarta temporada ser a última antes de Sherlock entrar em hiatus por tempo indefinido. Leia mais aqui.

- Mark e Steven não seguem o que os fãs escrevem online.

- Steven: "Minha experiência nas redes sociais se resumiu a pessoas querendo me matar, então: como eu iria me divertir com isso?"

- Steven Moffat fica extremamente comovido de ver que a série foi a responsável pelo surgimento de diversas amizades ao redor do mundo.

- De acordo com Mark, Sherlock é uma ótima válvula de escape que nos ajuda a lidar com os tempos sombrios que estamos vivendo.

No mesmo painel, aproveitaram para contar os nomes dos primeiros episódios da série. Mas nós achamos que isso merecia um post único e contamos tudo para vocês aqui.


Após o evento, Amanda usou o Twitter para deixar uma mensagem de agradecimento ao fandom:

"Eu só queria dizer um grande obrigada a todo mundo que tirou um tempo para ir para a fila e tirar uma foto comigo ontem e pegar alguns autógrafos. Foi um enorme prazer e uma grande alegria conhecer e falar com todos vocês. Lamento não termos tido mais tempo! E muito obrigada por todos os cartões e presentes que me deram. Eu estou lentamente olhando todos eles. A generosidade de vocês é ilimitada. O fandom de Sherlock é um lugar incrível. Vocês se importam tanto, não só pelo programa e seu elenco e equipe, mas uns pelos outros e isso ficou nítido ontem. Foi um dia muito especial para mim, poder conhecer todo mundo e passar alguns momentos com alguns de vocês. Não preciso nem dizer que acho que todos vocês incríveis. Sério. Então obrigada por terem sido fabulosos ontem. Foi um prazer e um privilégio passar o dia com vocês. E para aqueles que não puderam estar lá, essa mensagem também é para vocês. Vocês detonam. Vocês são os melhores. Muito amor. Beijos."

Imagens: Reprodução/Twitter

Durante a convenção Sherlocked, Steven Moffat e Mark Gatiss aproveitaram para divulgar os nomes d...


Durante a convenção Sherlocked, Steven Moffat e Mark Gatiss aproveitaram para divulgar os nomes dos dois primeiros episódios da quarta temporada.

Para quem não está familiarizado com as histórias de Sherlock Holmes, fica a dica:

As Seis Thacthers (The Six Thatchers) é uma referência ao conto "Os seis bustos de Napoleão" (leia online aqui);

O Detetive Mentiroso* (The Lying Detective) é uma referência ao conto "O Detetive Moribundo" (leia online aqui).

*Este título é ambíguo. Lying em inglês pode significar tanto alguém que esteja mentindo, quanto alguém que esteja deitado/caído.

Curiosidade: No blog oficial de John Watson, há um post com o título "As Seis Thatchers" (leia aqui)


O terceiro episódio ficou como o grande segredo. Segundo as pistas dadas por todos os envolvidos, esse será o episódio que mais terá ação e com boas doses de emoção para o público.

Apesar de ainda não ter nome, dá uma pista: Sherrinford. Durante a ComicCon de San Diego este ano, a equipe de Sherlock revelou três pistas/nomes para cada um dos episódios. Na época, nós escrevemos isso aqui:

Thatcher provavelmente se refere a Margaret Thatcher e a gente não tem a menor ideia do por quê ela seria importante no primeiro episódio...mas é sempre bom lembrar que Mycroft trabalha para o governo britânico, então a pista pode estar por aí.

Update: Como bem lembrado pela seguidora . @beagonfei , no E2T2, Os Cães de Baskerville, a senha do computador do general é Maggie, em referência a Thatcher. Como nas gravações do primeiro episódio da quarta temporada houve muitos militares, pode ser também que seja uma referência a isso.

Smith parece a mais fácil: Culverton Smith. Este é um vilão criado por Arthur Conan Doyle no interessantíssimo conto "A Aventura do Detetive Moribundo". Isso já confirma que esse será o grande vilão da temporada, interpretado por ninguém menos que Toby Jones!

Sherrinford. Essa tem cara de pegadinha! Sherrinford não existe nos livros de Conan Doyle (na verdade, esse foi o primeiro nome que o autor cogitou dar para Sherlock). Porém, no início do século passado um autor inventou um pastiche em que Sherrinford, na verdade, seria ninguém menos que um terceiro irmão Holmes. E ontem Mark Gatiss disse que teria que matar a moderadora do painel se ele contasse a ela alguma coisa sobre um suposto terceiro irmão. Façam suas deduções!
Parece que acertamos as duas primeiras (estava fácil!). Mas esse terceiro....

Vamos ter que esperar pra ver.

A quarta temporada de Sherlock está prevista para retornar em janeiro de 2017.

Assista ao trailer legendado:

Amanda Abbington, Steven Moffat, Sue Vertue e Rebecca Eaton É isso aí, o Emmy 2016 de Melhor Te...

Amanda Abbington, Steven Moffat, Sue Vertue e Rebecca Eaton

É isso aí, o Emmy 2016 de Melhor Telefilme é nosso!

O episódio especial de Sherlock, A Noiva Abominável, que foi ao ar no dia 01 de janeiro de 2016 na BBC One, foi o primeiro episódio da série a ser agraciado com um prêmio Emmy.

Em 2014, Sherlock recebeu 7 prêmios Emmy, incluindo Melhor Ator Principal, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro (Steven Moffat por "Seu último juramento"), mas a série em si, que foi julgada pelo último episódio da terceira temporada, não foi escolhida como a melhor do ano.

Já neste ano de 2016, A Noiva Abominável saiu premiado como Melhor Telefilme e Melhor Efeitos Especiais. Steven Moffat subiu ao palco para coletar o prêmio principal acompanhado da produtora e sua esposa Sue Vertue, da atriz Amanda Abbington e da produtora executiva da PBS/Masterpiece Rebecca Eaton.

Em seu discurso de agradecimento, Moffat dedicou o prêmio à esposa. Assista abaixo ao vídeo legendado:


Em nota relacionada, uma situação chata aconteceu: ao voltar para seu lugar após subir ao palco, Amanda Abbington foi surpreendida com o furto de sua bolsa. Segundo ela, seu iPhone e sua carteira de motorista estavam na bolsa, que não foi encontrada. A atriz usou o Twitter para expressar sua indignação:

“Algum desgraçado pegou a minha bolsa debaixo da cadeira. Tinha meu celular e minha carteira de motorista dentro. Espero que algo terrível aconteça de volta com essa pessoa”.

Benedict Cumberbatch estava indicado a Melhor Ator, mas não levou o prêmio e nem mesmo compareceu ao evento.



Que tal relembrar um dos episódios mais charmosos de Sherlock , dessa vez em versão 8-bit? ...






Que tal relembrar um dos episódios mais charmosos de Sherlock, dessa vez em versão 8-bit?

01. Lestrade corre até Baker Street
Mas não era bem essa a emergência que ele esperava.


02. Watson e Mary se casam.
 ...enquanto Sherlock pondera se ele vai perder seu melhor amigo.

03. A despedida de solteiro se arrastando pelos bares
"443.7ml de cerveja, por favor"

04. Que inevitavelmente levou a...

 05. Mas quem será o Homem Mariposa*?
Vamos lá, Sherlock, use seus poderes de dedução!

06. Pegaram o Homem Mariposa!
E Sherlock expressa seu amor (e talento) para a dança!

*Homem Mariposa é a tradução correta para Mayfly Man.

Via Buzzfeed

Sherlock é um dos programas com o design mais bem desenvolvido na TV atualmente. Além das tramas...



Sherlock é um dos programas com o design mais bem desenvolvido na TV atualmente. Além das tramas genialmente planejadas, além da caracterização rica e cheia de nuance, que vai se revelando lenta e saborosamente, até a estética da série demonstra um planejamento altamente inteligente cunhado na arte de se contar histórias visualmente.

Frequentemente empregando um enquadramento simétrico e perspectiva paralela, os diretores de Sherlock implantam um senso de equilíbrio, de ordem e mesmo de lógica, mesmo quando não estão filmando uma palavra de diálogo ou uma ação. Certamente esta é uma técnica sutil, mas quando agrupadas - como no vídeo abaixo feito por Celia Gomez - a importância destas cenas e sua necessidade se tornam claramente óbvias.

O vídeo abaixo contém apenas música e não necessita de legendas. Assista!

Extraído do excelente site One Perfect Shot

A aclamada série Sherlock está retornando para a sua quarta temporada em 2017 e Benedict Cumberba...


A aclamada série Sherlock está retornando para a sua quarta temporada em 2017 e Benedict Cumberbatch junto aos produtores Steven Moffat e Mark Gatiss estiveram recentemente na Comic-Con para entregar pistas sobre o que os fãs podem esperar dos próximos episódios. Nunca dispostos a revelarem os segredos da trama, eles foram cautelosos em suas respostas, apesar de terem feito questão de deixarem clara tanto a paixão pela série quanto pelos personagens.

Durante a rodada de perguntas, eles falaram sobre a evolução de Sherlock Holmes, sobre o porquê de Moriarty ainda pesar sobre ele, sobre a quarta temporada ser tão quanto "a escuridão do fim do universo", sobre o vilão interpretado por Toby Jones ser diferente dos anteriores, sobre o que Sherlock pensaria se encontrasse Doctor Strange e por que eles amariam continuar com a série, porém nunca as custas da perda de sua qualidade.


Steven e Mark, quando vocês estão lidando com a evolução do personagem ao longo das temporadas, quais são as coisas em Sherlock que jamais podem mudar?

STEVEN MOFFAT:
Seu casaco e sua cueca. O que permanece imutável em Sherlock Holmes? Ele favorece a razão sobre a emoção, mas na verdade, embaixo disso tudo, existem sentimentos. Você não pode de uma hora pra outra fazê-lo comum, pois ele detestaria isso. Ele não vai se tornar uma outra pessoa de repente. Eu não sei precisamente se ele amolece. Ele se torna mais humano e mais adepto a lidar com pessoas, porém mantém-se afastado por achar mais interessante observar a interação humana de uma certa distância

MARK GATISS:
Isso é o que faz  o personagem interessante. Se a série tivesse começado com Sherlock sendo uma pessoa normal, não estaríamos falando dele agora. Se ele se tornou uma, isso sim seria interessante. Mas você precisa dar a ele um caminho a seguir, assim como Doyle fez. O homem distante e estranho que o Doutor Watson conheceu no início não é o mesmo homem que considera John Watson o seu único amigo. Ele pode fazer coisas muito melhores agora, mas ele nunca se tornará um de nós. Caso contrário, ele não é Sherlock Holmes

MOFFAT:
Ele consegue ser sensato e engraçado e no início não era assim. Com o passar do tempo, ele passou a se relacionar com as pessoas de forma divertida, inclusive. Ele adquiriu uma sabedoria que não tinha no início, mas ainda assim, ele se mantém distante. Ele jamais irá mudar isso.


Benedict, como é interpretar um personagem, de tempos em tempos, que você já se sente familiarizado, porém que toda vez muda, se tornando algo novo?

BENEDICT CUMBERBATCH:
É encantador. É familiar, porém ao menos tempo não estaríamos fazendo isso novamente se fossem os mesmos caminhos já trilhados. E é isso que é brilhante no roteiro. O roteiro nos mantém desafiados e envolvidos. Você pode ir longe com um personagem que começou com uma conduta baseada moralmente, socialmente e obsessivamente no trabalho. Você pode aperfeiçoar o gênio porque a genialidade não é perfeita. Seu nível, sua prática e sua metodologia é quase desumana. Então, tem sido um arco fantástico de se interpretar e que está fluindo dentro da série. Ser capaz de voltar para esse projeto, me juntar a todos novamente, nesse ambiente familiar e ainda assim diferente, é algo maravilhoso.

O quão diferente é o Sherlock de agora do Sherlock do primeiro episódio?

CUMBERBATCH:
Ele deixou de ser o sociopata obcecado por trabalho e um tanto amoral para ser alguém que tem um certo grau de uma vida privada com A Mulher, Irene Adler. Suas interações com as pessoas, o tornam melhor no que faz. Ele tem que entender o mundo e muito disso parte da influência que John tem sobre ele. Porém, assim como muitas das amizades e relacionamentos que existem dentro dessa história, ela nasce de uma necessidade. Essa amizade faz dele uma pessoa melhor e existe um pragmatismo nisso. Não é um capricho ou algo sentimental, nasce de uma necessidade

Por que Moriarty é uma pessoa que continua exercendo um peso tão grande sobre Sherlock, mesmo ele não estando mais lá?

CUMBERBATCH:
Acho que por ser a primeira vez em que ele realmente encontra o seu igual e isso o assusta. Ele é um inimigo e inimigos aterrorizam bastante o seu psicológico. Eles não são apenas entidades físicas que estão realmente presentes, se trata do medo que se tem deles. E eu acho que Moriarty foi bem sucedido nisso, ele aterrorizou a mente de Sherlock. É o medo que vive nela


Ele tem um certo respeito por Moriarty?

CUMBERBATCH:
Com certeza! Definitivamente! Eles são lados opostos da mesma moeda e reconhecem isso. Sherlock está ao lado dos anjos, mas não se imagina como um deles. Ele usa os mesmos meios, mas para propósitos melhores, como era de se esperar.

Vocês irão ficar em alguma história específica de Sherlock Holmes na quarta temporada?

MOFFAT:
Todas as três histórias são baseadas, como sempre (em maior ou menor extensão), nos originais de Doyle, mas você terá que descobrir quais são.
 
Benedict, como é trabalhar com roteiristas como Steven Moffat e Mark Gatiss que são tão passionais sobre o que eles estão fazendo com Sherlock?

CUMBERBATCH:
É ótimo, pois existe uma forte referência a qualquer detalhe da obra e mantém você próximo ao cânone. Eu vou aos livros para referências específicas e para a evolução que existe dentro da leitura e a adaptação vai ao encontro de cada aspecto da escrita desde a parte sombria até as partes divertidas e são tão ricas as caracterizações e o desenvolvimento das relações. A satisfação deles é a satisfação da audiência, e portanto, a nossa satisfação em participar. É uma ótima relação de trabalho.
 

 

A quarta temporada tem sido definida como a mais sombria até agora.

CUMBERBATCH: Sem sombra de dúvidas.

O quão sombria será?

CUMBERBATCH:
Seria como um míope no escuro. Estamos falando sobre a escuridão do fim do universo. Você não consegue enxergar nada a sua frente e caminha no total escuro.

MOFFAT:
Nós desligamos os refletores para economizar dinheiro, dessa forma você mal consegue enxergar. É o mesmo programa e felizmente com muitas risadas e muitas coisas mais, mas é explicitamente a temporada mais sombria. Você vai ter que esperar pra conferir.

O quão diferente é o vilão de Toby Jones se comparado aos vilões que apareceram nas temporadas anteriores?


MOFFAT: Ele é completamente diferente, um personagem completamente diferente. Ele é o vilão mais sombrio que nós já tivemos. Sempre tem algo encantador e envolvente quando falamos de Moriarty ou algo fascinante e amoral quando falamos de Charles Augustus Magnussen, mas já esse cara é o mal personificado! Sherlock fica realmente chocado com ele. Ele é o vilão mais perverso que já tivemos e eu realmente não acredito que vocês irão discordar da gente quando o verem. Ele é horrível!

GATISS: É algo interessante a se discutir. Nós fizemos o nosso Moriarty bem diferente do do Doyle. Ele é irlandês e traz todo aquele charme, brilho e humor para o personagem, mesmo sendo aterrorizante. Magnussen era um homem de negócios extremamente frio e calculista que não via o que fazia como sendo algo repugnante. Toby está fazendo algo bem interessante. Ele é aquele tiozão aparentemente engraçado e com dentes terríveis. Nós o demos dentes horríveis para combinar com toda a podridão que ele tem dentro dele. É um personagem sombrio bastante complexo. Você não tem certeza qual é a relação dele com os outros.

Mark, o que faz com que Mycroft continue espionando Sherlock?

GATISS:
Amor, afeto e um grande elo familiar. Eles são uma família estranha e por mais que você não esperasse por isso, nós realmente queríamos que os pais deles fossem pessoas adoráveis que tiveram como filhos esses dois esquisitos que estão mais para Niles e Frasier Crane. Eles vieram de um ambiente familiar adorável, dessa forma, mesmo que Mycroft não demonstre muito e use da máquina do Estado para monitorar o irmão, tudo isso vem de um ambiente familiar amável.

O que ele quer fazer é abraçar o irmão e trazê-lo para esse ambiente, já que Sherlock é um tanto solto dentro do canon e isso o deixa louco! 

Se Sherlock conhecesse o Doutor Estranho, o que ele falaria sobre ele?

CUMBERBATCH: Essa é uma pergunta muito boa. Além do Ancião, eu acredito que Sherlock veria alguns dos elos perdidos na vida de Strange. Acho que ele seria capaz de expor as motivações e falhas de Strange bem rapidamente, assim como ele faz com qualquer um que ele conheça. Se ele ficaria interessado na história de Doctor Strange aí eu já não sei. Assim como defender o mundo, tal como o conhecemos, de outras ameaças dimensionais, eu não acho que Sherlock realmente saberia sobre isso. E seria aí que a interação iria parar.


Vocês tem ficado cada vez mais ocupados desde que começaram Sherlock. Acham que a série pode continuar?

CUMBERBATCH:
Iremos ver. Temos que ver como a série irá se sair. Tem sido muito divertido voltar para gravar. Mas como irá continuar no futuro? Quem sabe? Não se trata apenas do que nós queremos, se trata do que será certo para a série, do que será justo e isso tem que ser feito com cautela. Pense sobre os poucos, porém clássicos desfechos de muita séries britânicas, não existem muitos! É uma coisa dolorosa de se dizer, mas talvez a quarta temporada seja o desfecho. Quem sabe? Eu não sei.

Não quero dizer que será assim, pois nos divertimos muito fazendo a série, mas geralmente temos que ver como a série será recebida. Sem contar que os atores não são os únicos que estão ocupados. Mark e Steven estão bastante atarefados também. Mark também é ator, além de produtor e roteirista da série. Todos nós estamos presos a diferentes direções. Não queremos nos comprometer em continuar fazendo só porque que nós podemos continuar. Tem muita coisa a se pesar, não se trata apenas do que queremos fazer, se trata do que é certo. Nós iremos ver, realmente iremos ver. Ninguém decidiu nada a respeito, não existe 'sim' ou 'não', um início ou um fim.

MOFFAT: Temos que encarar uma temporada de cada vez. Não sabemos o que o futuro nos reserva e não depende exclusivamente da gente. Esperamos fazer mais, acho difícil imaginar que não faremos, mas em termos de planos específicos, existem ideias que ainda não foram realizados

GATISS: Nós estamos filtrando algumas coisas. Nós temos algumas ideias

Então não parece ainda que já deu pra vocês, certo?

MOFFAT:
Se durante um programa, você chega ao ponto em que sente que pra você  já deu, então provavelmente já passou do ponto em que você deveria ter terminado. Você deve parar na velocidade máxima, deve sair do trem enquanto ele ainda está percorrendo o caminho, em vez de esperá-lo parar. Nós não iremos fazer dessa forma. Não iríamos fazer uma série sem que esta passasse primeiramente sob a nossa inspeção. Nós temos que estar empolgados com ela, antes mesmo de falarmos para outras pessoas. Mas ainda temos algumas ideias... quem sabe? Nós iremos ver

Anunciando a próxima temporada de Sherlock na PBS, o canal que transmite a série nos Estados Unid...


Anunciando a próxima temporada de Sherlock na PBS, o canal que transmite a série nos Estados Unidos, a produtora executiva Rebecca Eaton contou: "Depois de ter visto o primeiro episódio, posso prometer que vocês ficarão chocados". Este primeiro episódio, cuja pista oferecida por Mark Gatiss é "Tatcher", foi dirigido por Rachel Talalay e será também o primeiro episódio (transmitido) de Sherlock dirigido por uma mulher.

As gravações foram encerradas na semana passada e agora a série entra em fase de pós-produção.

Sherlock está confirmada para retornar em 2017. Desde a segunda temporada que a série estreia dia 01 de janeiro (incluindo o episódio especial), então a probabilidade de uma estreia nesta data é bem alta, embora não haja nenhuma confirmação. No Brasil, não há previsão.

O diretor do terceiro episódio, Benjamin Caron, ao lado de Martin e Ben no último dia de gravação

Sobre a quarta temporada, os nomes que definem cada episódio são Tatcher, Smith e Sherrinford (a gente conta o que eles significam aqui) e Steven Moffat andou dizendo que poderia ser a última temporada de Sherlock, embora depois tenha voltado atrás. Ele ainda se referiu à série como "terminal" e tanto Moffat como Gatiss desmentiram um relacionamento amoroso entre Sherlock e John.

Em vídeo, a atriz que interpreta Mary, Amanda Abbington, e a produtora Sue Vertue confirmaram a morte de Moriarty, mas deram a dica de que seus tentáculos ainda estão soltos, afetando a vida de todos os personagens. Elas ainda falaram sobre a dinâmica da série com o nascimento da filha de Mary e Watson, dizendo que Sherlock surpreenderá positivamente o público ao lidar com a criança. Assista:



A próxima temporada de Sherlock promete ser a mais obscura de toda a série, como demonstra o primeiro teaser divulgado, que você pode assistir legendado abaixo:



Senta que lá vem textão! Mas, antes de começar, é bom deixar bem claro que essa será a primei...



Senta que lá vem textão!


Mas, antes de começar, é bom deixar bem claro que essa será a primeira e última vez que falaremos sobre essa discussão.

Tomando emprestado o título de uma excelente matéria do Los Angeles Times, na qual criadores de outros programas falam sobre a interferência do público em seus trabalhos chegando a níveis extremos de agressividade como assédio moral, ameaças de morte e brigas, a gente resolveu publicar este texto para tirar de vez o elefante da sala e esclarecer algumas questões que andam sendo distorcidas pelas redes sociais a fora. O que não nos surpreende.

Essa semana traduzimos a polêmica entrevista do Steven Moffat e do Mark Gatiss, durante a San Diego Comic Con - compartilhada pelo próprio Gatiss em seu Twitter - e desde então temos recebido diversos comentários a respeito da divulgação do material.

Sim, a gente sabia que a entrevista causaria discussão e opiniões controversas, afinal, nós também fazemos parte do fandom e sabemos como a coisa funciona. Mas digamos que fomos surpreendidas pela quantidade de mensagens de ódio contra a página e a equipe pelo simples fato de termos traduzido a matéria. A justificativa: "Vocês não problematizaram as coisas horríveis que eles disseram sobre os fãs" ou "Vocês concordaram com os comentários homofóbicos deles".

Bom, se eles tivessem agredido os fãs ou sido homofóbicos, essas críticas seriam pertinentes. O fato é eles não foram, e não somos apenas nós que achamos isso: até mesmo sites como o Sherlockology receberam sua cota de crítica por acharem a entrevista uma boa entrevista. Mas, além disso, a única parcela do fandom que viu "homofobia e agressão" foi aquela que teve suas teorias e certezas frustradas. Todo o restante, como nós, não viu problema no que eles disseram (a julgar pelos comentários que recebemos e que vimos em grupos e sites tanto brasileiros quanto internacionais). Inclusive pessoas da comunidade LGBTQ que não, não estão internalizando homofobia. Esse assunto é amplo demais para se resumir a uma entrevista de dois criadores de um programa específico. Qualquer pessoa adulta, principalmente LGBTQ, sabe discernir entre uma situação real de homofobia: na vida, em outras falas, em agressões verdadeiras, em outros programas, na cultura pop em geral, na política etc. O que aconteceu no fandom de Sherlock só não é uma dessas situações, por mais que estejam tentando também distorcer isso.

Se o ship não vai acontecer e se eles estão irritados porque as pessoas estão pegando falas fora de contexto e distorcendo o que eles dizem para colocar dentro de uma teoria da conspiração, isso não faz deles homofóbicos, assim como também não faz de ninguém que não quer ver esse ship e nem nenhum ship na série homofóbicos. O mundo vai além de um relacionamento entre Sherlock e John e cada um tem o direito de gostar ou não de ship ou de qualquer outro aspecto da série. Calha da discussão ser entre dois homens, mas poderia igualmente ser entre o Sherlock e a Joan de Elementary que seria absurdo ou, no mínimo, levantaria controvérsias da mesma forma - embora as pessoas se importem menos com essa série, já que ela é tão distorcida que não convenceu os fãs de Doyle e não tem um fandom apaixonado como a série da BBC. Por que será?

Não faz o menor sentido acusar de homofobia os criadores que estão irritados justamente porque esvaziaram uma fala importante deles sobre representatividade gay na televisão, principalmente para crianças em formação, e reduziram isso à sexualidade de Sherlock e a Johnlock. Como dissemos, a questão da representatividade gay vai muito além desses dois personagens específicos de uma série específica. E grande parte do fandom casual não está obcecado com teorias e ships. Com internet, redes sociais e algoritmos, é fácil as pessoas se fecharem em bolhas e acreditarem que a maior parte do mundo pensa como elas (é justamente o que redes sociais como o Facebook fazem, procurem saber), mas o fato é que Sherlock é uma série que passa no canal aberto no Reino Unido (o que muda as regras do jogo, em canais fechados a coisa funciona de forma diferente, já que o público é menor) e que atrai quase 10 milhões de espectadores apenas no dia de sua estreia e apenas no Reino Unido. Dez milhões. Só na estreia. Só no Reino Unido. É uma série transmitida para milhões de pessoas no mundo inteiro. Isso é muito mais gente do que o fandom que está diariamente no Tumblr e em outras redes sociais (no Brasil, o fandom é irrelevante: a maior página sobre série, a Sherlock Brasil, não chega a 50 mil seguidores; o maior grupo no Facebook não tem 10 mil pessoas - e menos ainda são as ativas). Então vamos colocar a coisa em perspectiva: a maior parte dos espectadores de Sherlock é aquela que não está em fandom algum. E os criadores sabem disso.

E por que estamos escrevendo isso? Como dissemos, porque a maior parte das pessoas que assistem Sherlock não estão preocupadas com ships e teorias. Logo, eles falam para uma audiência ampla. Logo, quando eles escrevem a série, quando eles vão a eventos falar sobre a série, quando eles vendem a série para outros países, quando eles recebem prêmios pelo trabalho na série, eles estão pensando na série como uma história ampla, que vai além daquilo que uma parte do fandom exige ver. Há criadores que acabam se rendendo e fazendo fan service para manter uma audiência específica (e acabam descaracterizando toda a série no processo), mas esse não está sendo o caso de Gatiss e Moffat: quando tentaram trazer o Tumblr para a série na terceira temporada, tiveram as maiores críticas que já receberam. Dessa forma, eles têm toda razão em não querer que suas falas sejam interpretadas o tempo todo como pistas de relacionamentos amorosos e afins. Isso é reduzir o trabalho deles ao universo das teorias dos fãs, como se não houvesse mais nada ali além de um romance enlatado. E quem está há 6 anos assistindo e acompanhando a produção da série, sabe que não é.

Note ainda que eles não chamaram ninguém de louca por ver pistas Johnlock na série. O que eles disseram é que tem sim esse mal-entendido proposital dentro da série, e todo mundo percebe isso e eles já explicaram o que significa: "Toda a noção, a ideia de eles possivelmente serem um casal gay é inspirada pela piada no filme "A vida íntima de Sherlock Holmes", do Billy Wilder, nossa versão favorita. E nós achamos que seria uma boa ideia usar isso. No século 21, isso não seria uma questão. As pessoas só presumiriam. Talvez a gente tenha repetido [essa piada] muitas vezes, não sei. Mas isso é tudo. Ele diz explicitamente que não está interessado. Não significa que ele não poderia ficar. Não significa que há algo errado com isso. Eu sou um homem gay. Isso não é um problema". Ninguém está dizendo que o pessoal tirou isso do nada. O que estão dizendo é que isso foi além do que eles pretendiam, e as pessoas pegaram justamente todos os momentos em que eles criam essa situação aparentemente ambígua e tomaram como provas de uma teoria Johnlock.

Mais importante ainda: eles não estão dizendo que as pessoas não devem shippar. Na mesma entrevista, eles dizem com todas as letras que acham ótimo que cada um tenha sua interpretação e que faça suas fanarts e fanfics com os dois juntos. Tudo o que eles estão dizendo é que na versão deles, na série que eles estão levando para o ar, não vai acontecer um beijo ou relacionamento amoroso entre os dois. É SÓ ISSO. Mas nós podemos continuar shippando o que quisermos, da forma que quisermos e aproveitando o subtexto que tem na trama. Ninguém disse que não e ninguém disse que é errado.


A questão é que quando alguém que não gosta do ship, seja pelo motivo que for, comemora porque o ship não vai acontecer, isso não necessariamente é um ataque pessoal a quem shippa. As pessoas têm todo o direito de ficarem felizes porque não vai ter um ship, da mesma forma que aquelas que torcem para que tenha ficariam felizes se rolasse. O que a gente pode dizer é que em nossas redes quem sempre começa a discussão é o fandom que shippa, dizendo que as pessoas não sabem "somar 1+1", com deboches sobre quem diz que a série é sobre os casos, com memes sem fim e com perseguições a todo mundo que ache Johnlock algo sem importância. Um exemplo prático: John e Mary são casados na série e estão, no final da terceira temporada, esperando um bebê. Certo? No dia dos namorados este ano, nós postamos uma foto do casal. Recebemos muito hate de pessoas que shippam Johnlock apenas por causa disso. Fomos chamadas de heteronormativas por causa disso. Diziam que tinham "nojo" da gente porque a gente "shippava John e Mary". OI? 


Então, não dá para se fazer de vítima depois que sai uma entrevista dessa e as pessoas comemoram ou fazem piada. É uma via de mão dupla: você posta meme, debocha, faz piada e agride. Uma hora vão fazer isso com você também. Se não há maturidade para lidar com isso, não se deve nem começar. Curte seu ship com seus amigos, nos seus grupos e fica de boa. Se rolar, ótimo. Se não, vida que segue.

Por isso, é um tanto absurdo estarmos sendo atacadas por algo que NÃO falamos e mais absurdo ainda é estarmos sendo criticadas pelo fato de termos publicado! Sabe aquela história de querer atirar no mensageiro? Pois então… Falaram que a entrevista era ofensiva, que éramos homofóbicas (sem nem ao menos conhecer as integrantes da equipe), que éramos anti-johnlock (e não que a gente precise se justificar, mas metade da equipe apoia o casal) e que estávamos indo contra o fandom da série. Nem sempre a opinião dos produtores reflete o que acreditamos (ou até o que muitos de vocês acreditam), só que, nesse caso, muitos defenderam a posição de que somos homofóbicas e agressivas por termos publicado a entrevista.


O fato é que já deixamos claro diversas vezes que, quando o assunto é a produção da série, a gente se pauta no que os produtores falam e jamais no que o fandom teoriza. E se eles dizem que é isso, então é isso. E se eles estiverem mentindo e não for, ótimo. Não estragamos a surpresa de ninguém e nem atrapalhamos o trabalho deles.

No mais, estão espalhando por aí que perfis estão sendo bloqueados por nós no Twitter e no Facebook. Então, queremos deixar claro que, antes da polêmica dessa semana, somente uma pessoa tinha sido bloqueada na nossa fanpage por comentários (vejam só!) homofóbicos. Entretanto, com tudo o que tem acontecido, estamos bloqueando também pessoas agressivas que estão nos ofendendo de forma deliberada nas redes. O trabalho que fazemos é gratuito e feito com gosto, e de maneira alguma a gente menospreza o que vem do fandom: estamos sempre tentando atender e responder dúvidas e mensagens, fazendo promoções, concursos e eventos que sejam divertidos e inclusive promovemos concursos de fanarts e fanfics - todos foram um sucesso devido a variedade de temas e de abordagem aos personagens da série.


É bom ressaltar que em momento nenhum bloqueamos pessoas por pensarem diferente da gente (até porque a administração é feita por pessoas com opiniões bem diversificadas) e é importante informar também que algumas pessoas andam distorcendo nossa posição com relações a alguns temas e para essas pessoas, recomendamos que, em caso de dúvida, leiam os textos no nosso blog. A Sherlock Brasil é uma página criada para repassar informação, a gente se posiciona através de textos no blog. Como um grupo de nove pessoas, não podemos falar por todo mundo na página. As opiniões individuais de cada pessoa da equipe não refletem a equipe inteira.

Importante ressaltar que: você não verá a página, ou os membros da equipe, fora de seu próprio ambiente, indo a tópicos em outros grupos e páginas para agredir, ofender ou ridicularizar quem quer que seja, por motivo nenhum.

Apesar de recebermos o apoio da maioria do nosso público, infelizmente lamentamos que, com tanta coisa interessante que a série ainda pode nos proporcionar, algumas pessoas ainda se limitem a fazer do fandom uma guerra de egos.

Equipe Sherlock Brasil

Para saber quem somos, clique aqui.

Para ler nossa defesa do ship Johnlock, clique aqui.

Para ler a análise O problema é que os Johnlockers estragaram o Johnlock, clique aqui.


"[A interferência dos fãs] Não é uma coisa ruim. É uma questão. É algo que conseguiu manter Star Trek na ativa. É algo que trouxe Doctor Who de volta. Fãs ainda são criadores. Fãs exigem e fazem as coisas acontecer. Na maior parte das vezes, isso é ótimo. Mas isso pode se tornar uma outra coisa, e quando acontece isso, adentra lugares estranhos em que as pessoas acham que por elas assistirem um programa de TV ou comprarem um livro, os criadores devem alguma coisa a elas por isso. Assistir esse tipo de loucura que às vezes acontece é difícil".  - Neil Gaiman, escritor.