Anunciando a próxima temporada de Sherlock na PBS, o canal que transmite a série nos Estados Unid...


Anunciando a próxima temporada de Sherlock na PBS, o canal que transmite a série nos Estados Unidos, a produtora executiva Rebecca Eaton contou: "Depois de ter visto o primeiro episódio, posso prometer que vocês ficarão chocados". Este primeiro episódio, cuja pista oferecida por Mark Gatiss é "Tatcher", foi dirigido por Rachel Talalay e será também o primeiro episódio (transmitido) de Sherlock dirigido por uma mulher.

As gravações foram encerradas na semana passada e agora a série entra em fase de pós-produção.

Sherlock está confirmada para retornar em 2017. Desde a segunda temporada que a série estreia dia 01 de janeiro (incluindo o episódio especial), então a probabilidade de uma estreia nesta data é bem alta, embora não haja nenhuma confirmação. No Brasil, não há previsão.

O diretor do terceiro episódio, Benjamin Caron, ao lado de Martin e Ben no último dia de gravação

Sobre a quarta temporada, os nomes que definem cada episódio são Tatcher, Smith e Sherrinford (a gente conta o que eles significam aqui) e Steven Moffat andou dizendo que poderia ser a última temporada de Sherlock, embora depois tenha voltado atrás. Ele ainda se referiu à série como "terminal" e tanto Moffat como Gatiss desmentiram um relacionamento amoroso entre Sherlock e John.

Em vídeo, a atriz que interpreta Mary, Amanda Abbington, e a produtora Sue Vertue confirmaram a morte de Moriarty, mas deram a dica de que seus tentáculos ainda estão soltos, afetando a vida de todos os personagens. Elas ainda falaram sobre a dinâmica da série com o nascimento da filha de Mary e Watson, dizendo que Sherlock surpreenderá positivamente o público ao lidar com a criança. Assista:



A próxima temporada de Sherlock promete ser a mais obscura de toda a série, como demonstra o primeiro teaser divulgado, que você pode assistir legendado abaixo:



Senta que lá vem textão! Mas, antes de começar, é bom deixar bem claro que essa será a primei...



Senta que lá vem textão!


Mas, antes de começar, é bom deixar bem claro que essa será a primeira e última vez que falaremos sobre essa discussão.

Tomando emprestado o título de uma excelente matéria do Los Angeles Times, na qual criadores de outros programas falam sobre a interferência do público em seus trabalhos chegando a níveis extremos de agressividade como assédio moral, ameaças de morte e brigas, a gente resolveu publicar este texto para tirar de vez o elefante da sala e esclarecer algumas questões que andam sendo distorcidas pelas redes sociais a fora. O que não nos surpreende.

Essa semana traduzimos a polêmica entrevista do Steven Moffat e do Mark Gatiss, durante a San Diego Comic Con - compartilhada pelo próprio Gatiss em seu Twitter - e desde então temos recebido diversos comentários a respeito da divulgação do material.

Sim, a gente sabia que a entrevista causaria discussão e opiniões controversas, afinal, nós também fazemos parte do fandom e sabemos como a coisa funciona. Mas digamos que fomos surpreendidas pela quantidade de mensagens de ódio contra a página e a equipe pelo simples fato de termos traduzido a matéria. A justificativa: "Vocês não problematizaram as coisas horríveis que eles disseram sobre os fãs" ou "Vocês concordaram com os comentários homofóbicos deles".

Bom, se eles tivessem agredido os fãs ou sido homofóbicos, essas críticas seriam pertinentes. O fato é eles não foram, e não somos apenas nós que achamos isso: até mesmo sites como o Sherlockology receberam sua cota de crítica por acharem a entrevista uma boa entrevista. Mas, além disso, a única parcela do fandom que viu "homofobia e agressão" foi aquela que teve suas teorias e certezas frustradas. Todo o restante, como nós, não viu problema no que eles disseram (a julgar pelos comentários que recebemos e que vimos em grupos e sites tanto brasileiros quanto internacionais). Inclusive pessoas da comunidade LGBTQ que não, não estão internalizando homofobia. Esse assunto é amplo demais para se resumir a uma entrevista de dois criadores de um programa específico. Qualquer pessoa adulta, principalmente LGBTQ, sabe discernir entre uma situação real de homofobia: na vida, em outras falas, em agressões verdadeiras, em outros programas, na cultura pop em geral, na política etc. O que aconteceu no fandom de Sherlock só não é uma dessas situações, por mais que estejam tentando também distorcer isso.

Se o ship não vai acontecer e se eles estão irritados porque as pessoas estão pegando falas fora de contexto e distorcendo o que eles dizem para colocar dentro de uma teoria da conspiração, isso não faz deles homofóbicos, assim como também não faz de ninguém que não quer ver esse ship e nem nenhum ship na série homofóbicos. O mundo vai além de um relacionamento entre Sherlock e John e cada um tem o direito de gostar ou não de ship ou de qualquer outro aspecto da série. Calha da discussão ser entre dois homens, mas poderia igualmente ser entre o Sherlock e a Joan de Elementary que seria absurdo ou, no mínimo, levantaria controvérsias da mesma forma - embora as pessoas se importem menos com essa série, já que ela é tão distorcida que não convenceu os fãs de Doyle e não tem um fandom apaixonado como a série da BBC. Por que será?

Não faz o menor sentido acusar de homofobia os criadores que estão irritados justamente porque esvaziaram uma fala importante deles sobre representatividade gay na televisão, principalmente para crianças em formação, e reduziram isso à sexualidade de Sherlock e a Johnlock. Como dissemos, a questão da representatividade gay vai muito além desses dois personagens específicos de uma série específica. E grande parte do fandom casual não está obcecado com teorias e ships. Com internet, redes sociais e algoritmos, é fácil as pessoas se fecharem em bolhas e acreditarem que a maior parte do mundo pensa como elas (é justamente o que redes sociais como o Facebook fazem, procurem saber), mas o fato é que Sherlock é uma série que passa no canal aberto no Reino Unido (o que muda as regras do jogo, em canais fechados a coisa funciona de forma diferente, já que o público é menor) e que atrai quase 10 milhões de espectadores apenas no dia de sua estreia e apenas no Reino Unido. Dez milhões. Só na estreia. Só no Reino Unido. É uma série transmitida para milhões de pessoas no mundo inteiro. Isso é muito mais gente do que o fandom que está diariamente no Tumblr e em outras redes sociais (no Brasil, o fandom é irrelevante: a maior página sobre série, a Sherlock Brasil, não chega a 50 mil seguidores; o maior grupo no Facebook não tem 10 mil pessoas - e menos ainda são as ativas). Então vamos colocar a coisa em perspectiva: a maior parte dos espectadores de Sherlock é aquela que não está em fandom algum. E os criadores sabem disso.

E por que estamos escrevendo isso? Como dissemos, porque a maior parte das pessoas que assistem Sherlock não estão preocupadas com ships e teorias. Logo, eles falam para uma audiência ampla. Logo, quando eles escrevem a série, quando eles vão a eventos falar sobre a série, quando eles vendem a série para outros países, quando eles recebem prêmios pelo trabalho na série, eles estão pensando na série como uma história ampla, que vai além daquilo que uma parte do fandom exige ver. Há criadores que acabam se rendendo e fazendo fan service para manter uma audiência específica (e acabam descaracterizando toda a série no processo), mas esse não está sendo o caso de Gatiss e Moffat: quando tentaram trazer o Tumblr para a série na terceira temporada, tiveram as maiores críticas que já receberam. Dessa forma, eles têm toda razão em não querer que suas falas sejam interpretadas o tempo todo como pistas de relacionamentos amorosos e afins. Isso é reduzir o trabalho deles ao universo das teorias dos fãs, como se não houvesse mais nada ali além de um romance enlatado. E quem está há 6 anos assistindo e acompanhando a produção da série, sabe que não é.

Note ainda que eles não chamaram ninguém de louca por ver pistas Johnlock na série. O que eles disseram é que tem sim esse mal-entendido proposital dentro da série, e todo mundo percebe isso e eles já explicaram o que significa: "Toda a noção, a ideia de eles possivelmente serem um casal gay é inspirada pela piada no filme "A vida íntima de Sherlock Holmes", do Billy Wilder, nossa versão favorita. E nós achamos que seria uma boa ideia usar isso. No século 21, isso não seria uma questão. As pessoas só presumiriam. Talvez a gente tenha repetido [essa piada] muitas vezes, não sei. Mas isso é tudo. Ele diz explicitamente que não está interessado. Não significa que ele não poderia ficar. Não significa que há algo errado com isso. Eu sou um homem gay. Isso não é um problema". Ninguém está dizendo que o pessoal tirou isso do nada. O que estão dizendo é que isso foi além do que eles pretendiam, e as pessoas pegaram justamente todos os momentos em que eles criam essa situação aparentemente ambígua e tomaram como provas de uma teoria Johnlock.

Mais importante ainda: eles não estão dizendo que as pessoas não devem shippar. Na mesma entrevista, eles dizem com todas as letras que acham ótimo que cada um tenha sua interpretação e que faça suas fanarts e fanfics com os dois juntos. Tudo o que eles estão dizendo é que na versão deles, na série que eles estão levando para o ar, não vai acontecer um beijo ou relacionamento amoroso entre os dois. É SÓ ISSO. Mas nós podemos continuar shippando o que quisermos, da forma que quisermos e aproveitando o subtexto que tem na trama. Ninguém disse que não e ninguém disse que é errado.


A questão é que quando alguém que não gosta do ship, seja pelo motivo que for, comemora porque o ship não vai acontecer, isso não necessariamente é um ataque pessoal a quem shippa. As pessoas têm todo o direito de ficarem felizes porque não vai ter um ship, da mesma forma que aquelas que torcem para que tenha ficariam felizes se rolasse. O que a gente pode dizer é que em nossas redes quem sempre começa a discussão é o fandom que shippa, dizendo que as pessoas não sabem "somar 1+1", com deboches sobre quem diz que a série é sobre os casos, com memes sem fim e com perseguições a todo mundo que ache Johnlock algo sem importância. Um exemplo prático: John e Mary são casados na série e estão, no final da terceira temporada, esperando um bebê. Certo? No dia dos namorados este ano, nós postamos uma foto do casal. Recebemos muito hate de pessoas que shippam Johnlock apenas por causa disso. Fomos chamadas de heteronormativas por causa disso. Diziam que tinham "nojo" da gente porque a gente "shippava John e Mary". OI? 


Então, não dá para se fazer de vítima depois que sai uma entrevista dessa e as pessoas comemoram ou fazem piada. É uma via de mão dupla: você posta meme, debocha, faz piada e agride. Uma hora vão fazer isso com você também. Se não há maturidade para lidar com isso, não se deve nem começar. Curte seu ship com seus amigos, nos seus grupos e fica de boa. Se rolar, ótimo. Se não, vida que segue.

Por isso, é um tanto absurdo estarmos sendo atacadas por algo que NÃO falamos e mais absurdo ainda é estarmos sendo criticadas pelo fato de termos publicado! Sabe aquela história de querer atirar no mensageiro? Pois então… Falaram que a entrevista era ofensiva, que éramos homofóbicas (sem nem ao menos conhecer as integrantes da equipe), que éramos anti-johnlock (e não que a gente precise se justificar, mas metade da equipe apoia o casal) e que estávamos indo contra o fandom da série. Nem sempre a opinião dos produtores reflete o que acreditamos (ou até o que muitos de vocês acreditam), só que, nesse caso, muitos defenderam a posição de que somos homofóbicas e agressivas por termos publicado a entrevista.


O fato é que já deixamos claro diversas vezes que, quando o assunto é a produção da série, a gente se pauta no que os produtores falam e jamais no que o fandom teoriza. E se eles dizem que é isso, então é isso. E se eles estiverem mentindo e não for, ótimo. Não estragamos a surpresa de ninguém e nem atrapalhamos o trabalho deles.

No mais, estão espalhando por aí que perfis estão sendo bloqueados por nós no Twitter e no Facebook. Então, queremos deixar claro que, antes da polêmica dessa semana, somente uma pessoa tinha sido bloqueada na nossa fanpage por comentários (vejam só!) homofóbicos. Entretanto, com tudo o que tem acontecido, estamos bloqueando também pessoas agressivas que estão nos ofendendo de forma deliberada nas redes. O trabalho que fazemos é gratuito e feito com gosto, e de maneira alguma a gente menospreza o que vem do fandom: estamos sempre tentando atender e responder dúvidas e mensagens, fazendo promoções, concursos e eventos que sejam divertidos e inclusive promovemos concursos de fanarts e fanfics - todos foram um sucesso devido a variedade de temas e de abordagem aos personagens da série.


É bom ressaltar que em momento nenhum bloqueamos pessoas por pensarem diferente da gente (até porque a administração é feita por pessoas com opiniões bem diversificadas) e é importante informar também que algumas pessoas andam distorcendo nossa posição com relações a alguns temas e para essas pessoas, recomendamos que, em caso de dúvida, leiam os textos no nosso blog. A Sherlock Brasil é uma página criada para repassar informação, a gente se posiciona através de textos no blog. Como um grupo de nove pessoas, não podemos falar por todo mundo na página. As opiniões individuais de cada pessoa da equipe não refletem a equipe inteira.

Importante ressaltar que: você não verá a página, ou os membros da equipe, fora de seu próprio ambiente, indo a tópicos em outros grupos e páginas para agredir, ofender ou ridicularizar quem quer que seja, por motivo nenhum.

Apesar de recebermos o apoio da maioria do nosso público, infelizmente lamentamos que, com tanta coisa interessante que a série ainda pode nos proporcionar, algumas pessoas ainda se limitem a fazer do fandom uma guerra de egos.

Equipe Sherlock Brasil

Para saber quem somos, clique aqui.

Para ler nossa defesa do ship Johnlock, clique aqui.

Para ler a análise O problema é que os Johnlockers estragaram o Johnlock, clique aqui.


"[A interferência dos fãs] Não é uma coisa ruim. É uma questão. É algo que conseguiu manter Star Trek na ativa. É algo que trouxe Doctor Who de volta. Fãs ainda são criadores. Fãs exigem e fazem as coisas acontecer. Na maior parte das vezes, isso é ótimo. Mas isso pode se tornar uma outra coisa, e quando acontece isso, adentra lugares estranhos em que as pessoas acham que por elas assistirem um programa de TV ou comprarem um livro, os criadores devem alguma coisa a elas por isso. Assistir esse tipo de loucura que às vezes acontece é difícil".  - Neil Gaiman, escritor.


O texto abaixo faz um resumo da controvérsia gerada no fandom de Sherlock depois das últimas decl...


O texto abaixo faz um resumo da controvérsia gerada no fandom de Sherlock depois das últimas declarações de Moffat e Gatiss. Se quiser pular direto para a tradução da entrevista, ela começa após a imagem de Steven.

O fim de semana da Comic-Con de San Diego 2016 foi agitado e, durante o evento, o co-criador, roteirista e produtor da série Steven Moffat deu algumas declarações que causaram rebuliço no fandom de Sherlock. Como a maioria dos painéis não foi transmitida via streaming, as pessoas tiverem que acompanhar através do live-tweeting de perfis generosos e, dessa forma, algumas informações chegaram desencontradas ou fora de contexto, fazendo com que as pessoas tirassem suas próprias conclusões. A mais controversa foi sobre representatividade e homossexualidade, o que se transformou em uma suposta confirmação de um relacionamento amoroso entre Sherlock e John (o ship Johnlock).

Vamos recapitular o que aconteceu: conversando com Bryan Fuller, Steven Moffat falou duas coisas: sobre como ele e Gatiss haviam "enlouquecido" e concretizado "um desejo insano" (deles, não do fandom) e falou também sobre a importância de se tratar a homossexualidade de personagens de maneira delicada e devagar. O fandom interpretou essas informações como uma pista "óbvia" de que Moffat se referia a Sherlock e que isso significaria que Johnlock era canon e ia acontecer. A informação correta não era essa, de forma que em outro painel, Steven Moffat e Mark Gatiss sentiram a necessidade de esclarecer a situação e afirmaram categoricamente que não vai acontecer, porque não é essa a história que eles estão escrevendo, embora o fandom possa fazer suas própria interpretação. A gente noticiou tudo isso em um texto que gerou controvérsias (leia aqui).

Gerou controvérsias porque algumas pessoas entenderam que o que o Moffat falou era o desejo da nossa página (?), como se não devêssemos acreditar nele e manter a versão de que ele - e Gatiss - estão "sempre mentindo". É verdade, sempre que pretendem despistar fãs e jornalistas para trazer alguma surpresa e não estragar seus projetos, eles mentem e Moffat não teve pudor nenhum em admitir isso neste outro painel aqui (e em outras ocasiões). Teoricamente, isso poderia significar que, na verdade, eles estão fazendo a mesma coisa agora (*piscadinha*), mas isso seria incoerente e injustificado, se analisarmos todo o contexto: por que Moffat iria querer "dar pistas" em um dia e no outro dizer as coisas que ele diz (e você pode ler na íntegra abaixo) com tanta veemência? Notem que a fala de ambos não é algo evasivo, que se presta a responder uma pergunta e seguir em frente: é uma declaração que se pretende definitiva sobre o assunto, ainda mais depois de Gatiss ter tweetado o seguinte hoje:

"A entrevista é real, foi conduzida durante a ComicCon e está inteiramente correta. Obrigado."

A questão aqui não é ser contra relacionamentos homossexuais, homossexualidade (ou bissexualidade) de personagens ou ser contra ship Johnlock ou qualquer outro. Essas são questões que não fazem a menor diferença quando os responsáveis pela série dão esse tipo de declaração: não importa qual o seu ship, não importa o que você pensa sobre representatividade homossexual, nada disso vai mudar a cabeça deles e fazer com que escrevam uma série sob medida para caber no que a gente quer assistir.

Em 2014, nós publicamos um texto da roteirista Petra Leão (com introdução nossa) que rebatia ponto a ponto todas as críticas feitas ao ship Johnlock (e vocês podem relembrar aqui). Naquela época, essa era uma questão interna do fandom, entre quem era, digamos, purista e quem defendia o subtexto homossexual da série. Hoje, a coisa saiu do controle a ponto de haver uma teoria da conspiração (e essa definição já é suficientemente autoexplicativa) rebatendo o que os próprios criadores da série escrevem e escreveram (!!!). Ou seja, uma parte do fandom não apenas interessada em shippar seu casal favorito através de fanfics e fanarts, mas frequentemente se colocando contra os próprios responsáveis pela série (e por qualquer um que acredite neles ou que não esteja interessado em saber se vai haver ou não relacionamento amoroso, inclusive com agressões em comentários na nossa página).

O fato é que você pode achar que a série é sobre um casal se descobrindo. Pode achar que é sobre um detetive brilhante evoluindo como pessoa. Pode achar que é sobre casos estranhos sendo desvendados por esse detetive. Pode achar o que quiser. O que não é razoável é brigar com quem pensa diferente - inclusive quem criou tudo isso, pra começo de conversa. Esse era o mesmo argumento que há anos atrás a gente usava contra as pessoas que ofendiam o fandom Johnlocker e agora usamos para a parcela deste fandom que faz o mesmo com quem não liga para o ship. (E não se enganem, na nossa equipe temos três Johnlockers).

Dito isso, fica por conta de cada um acreditar ou não naquilo que achar mais sensato. Se é verdade que nem toda informação deve ser engolida passivamente, também não é recomendado desconfiar de tudo: as expectativas ficam elevadas e isso pode gerar ou uma decepção, no pior dos casos, ou uma falta de surpresa, em uma projeção mais otimista. De qualquer forma, está por sua conta e risco.

Foto: ComicCon 2015

Vamos aos fatos. Esta entrevista foi traduzida diretamente da With An Accent, que cobriu a ComicCon. A versão completa em inglês você pode checar aqui.

"Moffat participou de um painel com Bryan Fuller e Michael Green, discutindo o tema da representatividade - especificamente, a representatividade gay - na mídia, particularmente na ficção científica e na televisão popular. Alguns comentários foram interpretados pelo fandom como a confirmação de que um certo ship não só iria definitivamente acontecer na série, e que Moffat tinha mesmo confirmado que o casal iria se beijar no final da temporada 4. Na verdade, os fãs estavam se parabenizando por estarem certos o tempo todo. Parecia uma grande extrapolação, e Moffat também achou.

"Posso dizer que sim, muito [sobre a extrapolação]. O que é irritante é que eu estava falando de um assunto bem sério, uma questão séria, que foi respondida com seriedade tanto por mim quanto por Bryan fuller, que conseguiu responder muito mais rápido que eu. Eu estava falando sobre a representatividade das minorias nas séries de ficção científica e na cultura pop. Usando o exemplo do tratamento dado aos personagens gays e como você deve apresentá-los. Na verdade, eu estava pensando majoritariamente em Doctor Who, porque Doctor Who se dirige a crianças. E eu estava dizendo sobre como você deve lidar com personagens gays em ficções como Doctor Who quando você está falando diretamente com crianças. Você não quer ser panfletário. Você não quer ser agressivo. Você não quer dizer para as crianças que isso é algo a virar motivo de campanha. Você quer dizer que [ser gay] é absolutamente normal e está tudo bem. Não há uma pergunta a ser respondida. Você quer passar direto pelo passado, de certa forma. Você não quer... assim como fazem outros tipos de literatura ou filmes, dizer 'a gente te perdoa por ser gay'. Você só quer dizer que você é gay e isso não importa. Não é um problema.

Era disso que eu estava falando. Não estava falando, eu especificamente não estava mesmo falando sobre...Sinceramente, o que dá raiva é estar falando sobre um assunto sério e aí o Twitter sair falando por aí 'oh, isso significa que Sherlock é gay'. É bem explícito que não significa. Pegaram um assunto sério e trivializaram além da conta."

Sobre como Sherlock [o personagem] termina, ele falou "Sherlock Holmes termina criando abelhas no Sussex Downs. Isso foi definido há 90 anos."


Nesse momento Gatiss interveio, "Vale a pena dizer - porque nós nunca temos a oportunidade de dizer. Toda a noção, a ideia de eles possivelmente serem um casal gay é inspirada pela piada no filme "A vida íntima de Sherlock Holmes", do Billy Wilder, nossa versão favorita. E nós achamos que seria uma boa ideia usar isso. No século 21, isso não seria uma questão. As pessoas só presumiriam. Talvez a gente tenha repetido [essa piada] muitas vezes, não sei. Mas isso é tudo. Ele diz explicitamente que não está interessado. Não significa que ele não poderia ficar. Não significa que há algo errado com isso. Eu sou um homem gay. Isso não é um problema. Mas nós dissemos explicitamente que não vai acontecer - não há nenhum jogo sendo planejado, não importa o quanto a gente minta sobre outras coisas, pra esse programa terminar com Martin e Benedict rumando ao pôr-do-sol juntos. Eles não irão fazer isso. E se as pessoas quiserem escrever o que elas estiverem a fim e se divertirem extrapolando, está tudo bem. Mas não há nenhuma agenda sendo escondida nem exposta. Não estamos tentando brincar com a cabeça das pessoas. Nem tentando insultar nem tentar fazer disso nenhum tipo de questão, não há nada ali. É só o nosso programa e é desse jeito que os personagens são. Se as pessoas quiserem fazer [o ship] nos websites, é absolutamente tranquilo. Mas não há nada ali."

"E não coloque coisas na nossa boca", completou [a produtora] Sue Vertue.

"Não, completamente" continuou Gatiss. "Não culpe a gente por coisas que não estão lá. Isso foi enfurecedor. Ficam criticando a gente pesadamente por essas coisas como se nosso programa - nem terminamos o décimo terceiro [episódio] ainda - tivesse que sustentar cada causa e cada campanha. Não dá pra fazer isso. É a nossa série, esses são nossos personagens, eles fazem o que querem e nós não temos que representar todas as coisas em noventa minutos. É impossível. E mataria [o programa]. Seria mortal."

Moffat concluiu, "E eu ainda acho que, no meu caso, eu estava falando sobre representatividade, assim como Bryan, de uma forma bem séria. O que eles [o fandom] fizeram foi baixar o tom da conversa pra algo extremamente bobo. E isso não está ajudando ninguém. Eu me importo muito com o que eu disse naquele painel. Eu estava falando sério. E não gosto que isso seja reinterpretado como se fosse outra coisa. [Nós] não estamos dizendo a ninguém o que eles devem pensar. Mark não está dizendo que outras pessoas não podem escrever uma versão em que John e Sherlock fiquem juntos. Mas nós não estamos. Não estamos engajados em alguma teoria da conspiração espertinha para escrever algo por baixo dos panos, nós só estamos escrevendo o programa que estamos escrevendo."

Então eu esclareci a conversa: "Essa não é a história que vocês estão contando".

"Sim, é isso", Moffat respondeu. "Mas eles podem. Eles podem. Uma vez que a gente entrega o programa a eles, pertence a eles e nosso trabalho foi feito. Eles podem fazer o que quiserem."

[Sue vertue também confirmou a legitimidade da entrevista pelo Twitter]

Atualização

Em 2014, Mark Gatiss já havia falado sobre tudo isso em Mumbai. No trecho abaixo, ele esclarece melhor o sentido de piada, Johnlock e representatividade. Você pode assistir em vídeo, clicando aqui.

"Meu sentimento quanto a isso é forte. O problema é que, quando você faz um programa de qualquer tipo que gera muito sucesso, as pessoas acham que você deve levantar bandeiras por alguma coisa específica. Todo o conceito de John e Sherlock serem mal interpretados como um casal no nosso programa é inspirado por "A vida íntima de Sherlock Holmes", [filme] de Billy Wilder, que nós amamos...e nesse filme, você sabe, Sherlock sai de uma situação estranhíssima alegando que ele e Doutor Watson são um casal. Então a gente usou meio que a mesma brincadeira, mas é uma brincadeira. É óbvio que não é pra diminuir a ideia de que eles poderiam ser um casal, mas na nossa versão eles não são [...] Se estivesse na nossa agenda fazer de Sherlock e John um casal abertamente gay, então a gente teria feito isso, mas não é o que estamos fazendo...não é o que estamos fazendo. E eu fico feliz que as pessoas pensem que eles são assim, mas isso nunca vai acontecer. Não estou brincando, não vai. Não é o objetivo da série. Não é sobre torná-los um casal abertamente gay. Como eu disse, o perigo é as pessoas dizerem "mas eles deveriam ser, eles deviam ser porque precisamos de mais casais abertamente gays na televisão!". Sim, a gente precisa, mas esse programa é nosso e nós só estamos tomando uma decisão sobre nossos personagens. Eu ficaria muito feliz de escrever um outro programa em que haja um casal abertamente gay e que fosse sobre isso, mas não é esse."


Leia nossa cobertura completa da ComicCon:

Painel 01: Moffat define a T4 como "terminal", desmente relacionamento entre John e Sherlock e Amanda dá pistas sobre o futuro de Mary: http://goo.gl/XZCwDe

Painel 02: Os 3 nomes que definem os 3 episódios da T4 (e o que eles devem significar), o teaser legendado + "eu nunca disse que seria a última temporada": http://goo.gl/svTZal

Painel 03: Representatividade foi um dos assuntos abordados: "É muito importante, mas não trataremos desse assunto nessa temporada" http://goo.gl/KoF3Gr

Vídeo: Esquete hilária mostra como foram escolhidos os atores que participaram do evento: https://goo.gl/GTTgVo

Fotos: https://goo.gl/SeV1E6

A Comic-Con de San Diego de 2016 foi um sonho para fãs de Sherlock : nada menos que três painéis ...


A Comic-Con de San Diego de 2016 foi um sonho para fãs de Sherlock: nada menos que três painéis sobre a série aconteceram durante o evento, contando com a ilustre presença de Benedict Cumberbatch no principal, aquele que acontece no disputado Hall H.

No primeiro, Steven Moffat definiu a quarta temporada como "Terminal" e fez questão de esclarecer aos fãs de que um relacionamento amoroso entre John e Sherlock não é algo planejado para acontecer na série [leia aqui]. Já no painel principal, vimos o primeiro trailer da próxima temporada e pudemos confirmar que aquela história desta ser a temporada mais obscura da série parece ser verdade. Além disso, 3 curiosos nomes foram revelados para cada episódio - a gente mostra tudo isso nessa matéria aqui.

Algumas horas depois, a equipe Sherlock foi ao palco do Nerd HQ para um bate-papo divertido, todo baseado em perguntas de fãs. O painel foi transmitido ao vivo e você pode assistir à gravação completa (sem legendas) no fim do post.


Desde que foi convidado a participar de um painel do Nerdist TV com Bryan Fuller e Michael Green, Steven Moffat tem comentado sobre a importância da representatividade na TV. Desta vez, um fã perguntou se veríamos esse tema ser tratado de forma na quarta temporada, e como esse é um assunto importante, resolvemos transcrever diretamente o que Mark Gatiss e Steven Moffat responderam, vem ver:

Pergunta: Com Star Trek e First Class houve uma grande introdução de personagens LGBT, não só pra tirá-los do armário enquanto LGBT... -- e eu não estou falando sobre Sherlock ou Watson aqui mas podemos esperar por algum personagem que trate de representatividade na próxima temporada? Não especificamente mostrando alguém saindo do armário, mas [falo] sobre ter [um personagem gay] na série, não de uma forma velada mas também nada escancarado, entende o que quero dizer?

Mark Gatiss: " Nessa temporada, não. Mas não por uma questão de política de princípios, obviamente. Estávamos falando sobre isso outro dia - para mim, particularmente, como um homem gay, o problema é fazer disso uma responsabilidade, colocando tudo o que você acha importante em todos os filmes. É muito complicado ter um vilão personagem gay porque o perigo nessa situação é pensarem que 'Oh! Então você está dizendo que pessoas gays são más'. O ponto é que todos temos um pouco de tudo, assim é a vida. Obviamente quando se trata de temas com pouca representatividade, essa é uma responsabilidade maior. Mas acredito que existam mais e precisamos ser mais maduros quanto a isso, sermos permitidos a dizer você pode um bissexual mal humorado, você pode ser um gay que luta pela causa, todo tipo de coisa. Mas não temos nenhum tipo de agenda sobre esse assunto, nós apenas estamos fazendo a série que estamos fazendo, não significa que iremos fazer um personagem se assumir [gay] na história, só por fazer."

Steven Moffat: "Tem que ser feito com uma inteligência delicada. A realidade é que séries como Sherlock e Doctor Who é que é improvável que a questão sobre com quem você quer se relacionar apareça no meio de uma crise, entende? 'Estamos sendo atacados por insetos da nona dimensão e [muda o tom de voz] quero namorar gente do mesmo sexo'. Tipo, 'É o que? Por que? Acho que isso não é tão relevante agora' [risos da plateia].

Pessoas vem e vão na sua vida quando você está trabalhando em um programa de TV e, falando de forma geral, eu não sei se as pessoas com quem trabalho são gays ou héteros até o dia da festa de encerramento. Isso não é algo que ocorre em conversas triviais, assim como também não é o tipo de conversas que ocorrem em Sherlock ou Doctor Who. Mas acredito que seja importante que crianças que assistam a programas de TV tenham a chance de se verem representadas em cena. Eu acho que isso é importante. É muito, muito importante. 

Mas é bom acrescentar que tem que ser feito de uma forma que não pareça que você tá fazendo isso como uma forma de perdoá-las, muitas vezes soa como: essa pessoa é gay, mas é uma pessoa perfeitamente normal. Para uma criança você tá dizendo: 'eu não sabia que isso [ser uma pessoa normal] estava em questionamento, eu não sabia que havia alguma dúvida até esse momento', então, você precisa ser muito cuidadoso com isso. Mas sim, a representatividade é muito importante e a verdade é que é algo que os programas de TV precisam aprimorar."


Os outros destaques do bate-papo foram:

Amanda foi perguntada sobre como seria para Mary equilibrar o fato de ser mãe com as aventuras em que Sherlock e John se metem.

"Eu tenho dois filhos e eu trabalho e eu...equilibro entre Sherlock e John [risos] não, não desse jeito! Mary é determinada e ela vai dar um jeito, porque é fodona."

Sue Vertue e Amanda Abbington contando sobre risos em cenas indevidas

Sue falou sobre uma cena (que Steven não deixou ela contar qual), em que no momento em que estava assistindo ao ensaio, a pessoa responsável pelo figurino começou a rir e outras começaram a  rir e ela tb e não era o momento apropriado.

Amanda disse que ela teve uma experiência parecida. Ela contou que estava gravando com Martin e Benedict no 221B e que eles tinham que terminar logo porque o tempo estava acabando. Mas aí Benedict fez algo, que ela disse não se lembrar o que era mas que deu muita vontade de rir - o problema é que a cena não tinha nada a ver com comédia!

"Você tem que acompanhar e aí você tenta fazer seu take de novo. Só que assim que eles disseram 'ação' Martin ficou tipo [imita Martin segurando o riso] e aí Ben ficou tipo [imita Ben disfarçando o riso] e eu só comecei a rir [encena risos]. Foram necessários 5 takes para conseguirmos fazer a cena direito." Ela disse ainda ter ficado em pânico achando que não conseguiria fazer a cena e só iria rir "para sempre", até que alguém chegou e conseguiu colocar tudo no eixo. Sue Vertue brincou: "Isso vai entrar no DVD".

Amanda imitando a cara de Martin
Desafios

Perguntada sobre desafios das gravações, Amanda disse que na TV há muitos momentos em que você só fica esperando as gravações das próximas cenas e não há muito tempo para repeti-las muitas vezes, então o ator precisa chegar já sabendo o que vai fazer antecipadamente. "Você passa muito tempo só sentada esperando e..."


Fã: "Parece que sentar é a coisa mais desafiadora [risos]"

Amanda: "Sim, existir [já é desafiador]. Ser eu já é bem desafiador."

Já Mark Gatiss mencionou novamente a cena importante que Benedict e Martin gravarão amanhã  e usou isso como exemplo para falar sobre cenas importantes em geral, que costumam ser gravadas de uma vez só e, depois, cada ator repete sua parte individualmente. Segundo ele, é um desafio fazer tudo com a mesma intensidade, já que há tantas pausas. "Sempre que há visitas ao set as pessoas se dividem em dois grupos: aquelas que ficam fascinadas pelo processo e aquelas que não conseguem acreditar como uma cena pode ser feita tantas vezes", disse.

Sobre teorias malucas do fandom

Ao fazer sua pergunta, uma fã na plateia brincou dizendo que o Tumblr estava tentando decifrar cada segundo do novo trailer. Isso inspirou Gatiss a contar que fizeram uma pergunta a Moffat que deixou ambos perplexos: perguntaram se eles tinham "planejado desde sempre trazer Irene Adler de volta". Eles ficaram sem entender nada. A explicação: aparece uma cena e, pelas unhas, e as pessoas já acreditaram que significava o retorno de Irene Adler. (!!!!)


Para finalizar, Mark Gatiss garantiu que veremos bastante Mycroft nessa temporada!

Ainda não viu o trailer? Então clica aqui para assistir a versão legendada em português.

Já viu como Gatiss e Moffat decidiram quem eles levariam para a Comic Con? A esquete é hilária e também tá legendada em português aqui.

Assista ao painel do Nerd HQ completo (sem legendas)



Leia nossa cobertura completa da ComicCon:

Painel 01: Moffat define a T4 como "terminal", desmente relacionamento entre John e Sherlock e Amanda dá pistas sobre o futuro de Mary: http://goo.gl/XZCwDe

Painel 02: Os 3 nomes que definem os 3 episódios da T4 (e o que eles devem significar), o teaser legendado + "eu nunca disse que seria a última temporada": http://goo.gl/svTZal

Painel 03: Representatividade foi um dos assuntos abordados: "É muito importante, mas não trataremos desse assunto nessa temporada" http://goo.gl/KoF3Gr

Entrevista completa: Steven Moffat e Mark Gatiss desmentem a teoria Johnlock: aqui

Vídeo: Esquete hilária mostra como foram escolhidos os atores que participaram do evento: https://goo.gl/GTTgVo

Fotos: https://goo.gl/SeV1E6

Este post foi atualizado após a divulgação do vídeo do painel. Corrigimos algumas informações q...


Este post foi atualizado após a divulgação do vídeo do painel. Corrigimos algumas informações que saíram desencontradas durante o live-tweeting.

Vamos começar esse post já assim: essas são as três palavras-chave de cada episódio da próxima temporada de Sherlock: Thatcher, Smith e Sherrinford.

Tá perdido no que isso significa? A gente pode ter algumas pistas.

Thatcher provavelmente se refere a Margaret Thatcher e a gente não tem a menor ideia do por quê ela seria importante no primeiro episódio...mas é sempre bom lembrar que Mycroft trabalha para o governo britânico, então a pista pode estar por aí.

Update: Como bem lembrado pela seguidora . @beagonfei , no E2T2, Os Cães de Baskerville, a senha do computador do general é Maggie, em referência a Thatcher. Como nas gravações do primeiro episódio da quarta temporada houve muitos militares, pode ser também que seja uma referência a isso.

Smith parece a mais fácil: Culverton Smith. Este é um vilão criado por Arthur Conan Doyle no interessantíssimo conto "A Aventura do Detetive Moribundo". Isso já confirma que esse será o grande vilão da temporada, interpretado por ninguém menos que Toby Jones!

Sherrinford. Essa tem cara de pegadinha! Sherrinford não existe nos livros de Conan Doyle (na verdade, esse foi o primeiro nome que o autor cogitou dar para Sherlock). Porém, no início do século passado um autor inventou um pastiche em que Sherrinford, na verdade, seria ninguém menos que um terceiro irmão Holmes. E ontem Mark Gatiss disse que teria que matar a moderadora do painel se ele contasse a ela alguma coisa sobre um suposto terceiro irmão. Façam suas deduções!

Assista aos 30 primeiros minutos do painel (sem legendas):


Agora vamos aos melhores momentos do painel. Muita coisa legal foi dita e pode render material pro fandom teorizar bastante até a tão aguardada estreia.

Dividimos por tópicos pra ficar mais fácil:

Filmagens da quarta temporada

Mark Gatiss e Benedict Cumberbatch contaram que faltam ainda duas semanas para encerrarem as gravações: ainda há 26 páginas de diálogos a serem finalizadas e uma cena importante e complicada será filmada amanhã! Eles voltam para o Reino Unido hoje mesmo!

Cumberbatch contou também que é sempre emocionante receber os roteiros e ver a evolução dos personagens, principalmente nesta quarta temporada. Ele ainda chamou de "ambicioso" o que estão fazendo para a próxima temporada, que promete ser a mais obscura e mais cheia de ação de toda a série! Apesar disso, Gatiss lembrou que eles nunca deixam o humor de lado. “A vantagem de ser um drama é que se as piadas não funcionam, podemos fingir que faz parte do drama”, disse Moffat.

Evolução dos personagens

Steven Moffat disse que ao fazer uma série sobre um gênio, é necessário que ele aprenda alguma coisa. "Não se pode ter um gênio que nunca aprende. Ele aprende, ele muda. Só o casaco que nunca muda", brincou, revelando que Sue Vertue (produtora da série e sua esposa) sempre quer mudar o icônico sobretudo e ele não deixa. Sobre o assunto, Benedict ficou parcialmente do lado de Sue: "Às vezes está muito calor pra usar", disse.

Mark Gatiss comentou que "em um episódio de 90 minutos você precisa fazer tudo em grandes proporções e colocar os personagens sob grande pressão". Ele ainda falou sobre o relacionamento entre Sherlock e Mycroft, dizendo que ser um relacionamento "em evolução" nesta temporada. Gatiss e Benedict concordaram que tiveram grandes momentos gravando a quarta temporada!

Mary Watson

Amanda Abbington contou que ela não sabia que Mary seria uma assassina quando aceitou o papel e só foi descobrir quando leu o roteiro do terceiro episódio. Dessa forma, ela pôde interpretar Mary de forma inocente nos dois primeiros episódios, sem fazer a menor ideia sobre seu passado. Para ela, Mary é "petulante, impiedosa e uma personagem incrível de se interpretar para qualquer atriz". Sobre o futuro da personagem, ela comentou que não sabia qual seria o desfecho de Mary "até ler o roteiro do terceiro episódio" da quarta temporada. [Errado, ela se referia à terceira temporada]

Ela ainda disse que, quando soube que Mary iria atirar em Sherlock, comentou com seu marido, Martin Freeman, que as pessoas iriam odiá-la por isso. Amanda ainda disse que é incrível que John nunca leu os arquivos do pendrive ("eu teria lido, leria o de qualquer pessoa") e comentou o quanto é interessante que ele seja esse personagem viciado em perigo, dizendo que o faz Sherlock ser uma série tão boa de assistir e atuar é que seus personagens têm falhas e são tridimensionais.


As mentiras de Moffat

Depois de causar o CAOS com suas últimas declarações, Steven Moffat mostrou que ainda pode causar muito mais! Primeiro, ele disse ao Telegraph que não ficaria surpreso se esta fosse a última temporada de Sherlock: "sem dúvidas pode ser". Já durante o painel, ele disse: "Eu nunca disse isso. Eles inventaram. Nós esperamos continuar e adoraríamos continuar". Gatiss aproveitou para fazer uma brincadeira: "Não vai haver quinta temporada, mas haverá uma sexta. Só que não antes de 2020!"

Outra declaração que causou polêmica foi o desmentido sobre suas falas retiradas de contexto. Moffat e Gatiss afirmaram categoricamente que um relacionamento amoroso entre John e Sherlock não faz parte dos planos deles. Bom, sobre esse assunto eles não comentaram nada especificamente. Mas falando sobre o episódio especial, A Noiva Abominável, Steven Moffat falou sobre como mentiu ao dizer que esse episódio seria separado da série e brincou: "Mas eu sempre aviso que estou mentindo! Eu digo que estou mentindo, e aí eu minto. E depois as pessoas ficam bravas porque eu menti!"

Ainda sobre A Noiva Abominável e mentiras, Gatiss disse que o especial abriu caminho para que toda a série não passasse de um delírio de um homem vitoriano sonhando com o futuro. Mas era brincadeira, tá?

A quarta temporada

Sobre os acontecimentos da próxima temporada, eles não disseram muito, mas Gatiss garantiu que vai haver evolução de relacionamentos e coisas serão resolvidas. Ele disse ainda que Mycroft se importa bastante com Sherlock, apenas não sabe como demonstrar.

Sobre o simpático cão que vimos nas gravações e na primeira imagem divulgada pela BBC, a única coisa dita que é foi dito que eles só conseguiram fazer fotos com o cachorro porque ele não queria sair do lugar durante as filmagens! "Venderam uma coisa pra gente e depois era outra", disse Gatiss. "O cachorro não gosta de pessoas, nem estradas. Não é um cachorro urbano! E nós tínhamos que filmar com ele em um mercado cheio de gente!", disse Amanda, completando: "o cachorro era uma graça, mas só ficava parado. Eu e Benedict achamos hilário, tipo 'isso é uma loucura'". Steven conta que ele e Mark tiveram que escrever uma cena ali mesmo na calçada para adaptar o roteiro ao fato do cachorro não querer se mexer.

Amanda Abbington contou que Mary continua grávida "como um elefante" no início da temporada, dizendo que "foi a gravidez mais longa que ela já viu". Sobre a bebê que interpretou a filha de Mary e Watson, ela disse que a menina vomitou ela todinha!

Ainda sobre criar caos, tanto Benedict quando Moffat perguntaram ao público como temos tanta certeza de que os personagens vão sobreviver à quarta temporada. MEDO.

O painel foi encerrado com Benedict agradecendo a todos os fãs por ficarem na fila, fazerem cosplay e tudo mais: "É inspirador e uma lição de humildade. Amamos vocês". <3



Para mais informações sobre o que rolou no painel, além de muitas fotos e alguns vídeos, chega junto da gente no Twitter: @Sherlock Brasil.

E assistam agora ao trailer legendado da quarta temporada, que promete ser a mais obscura de Sherlock:



Leia nossa cobertura completa da ComicCon:

Painel 01: Moffat define a T4 como "terminal", desmente relacionamento entre John e Sherlock e Amanda dá pistas sobre o futuro de Mary: http://goo.gl/XZCwDe

Painel 02: Os 3 nomes que definem os 3 episódios da T4 (e o que eles devem significar), o teaser legendado + "eu nunca disse que seria a última temporada": http://goo.gl/svTZal

Painel 03: Representatividade foi um dos assuntos abordados: "É muito importante, mas não trataremos desse assunto nessa temporada" http://goo.gl/KoF3Gr

Entrevista completa: Steven Moffat e Mark Gatiss desmentem a teoria Johnlock: aqui

Vídeo: Esquete hilária mostra como foram escolhidos os atores que participaram do evento: https://goo.gl/GTTgVo

Fotos: https://goo.gl/SeV1E6

A participação da equipe de Sherlock na San Diego Comic Con 2016 está tudo, menos entediante. Ap...


A participação da equipe de Sherlock na San Diego Comic Con 2016 está tudo, menos entediante. Apenas em dois dias, Steven Moffat (principalmente) deu bastante material para que o fandom fique agitado.

Tudo começou quando em uma conversa com Bryan Fuller, a mente por trás da série Hannibal, Moffat falou que o E3 da quarta temporada, que ele escreveu junto com Mark Gatiss, é "a realização insana de um desejo" e que eles "enlouqueceram". Mas não apenas isso. Quando o assuntod a conversa se tornou a televisão enquanto agente de mudanças sociais, citaram a série pioneira ao tratar abertamente a homossexualidade Will & Grace. E então Moffat disse que que ao tratar sobre homossexualidade na TV, isso não deve ser o foco principal. O personagem ser gay deve ser algo banal e não "a thing". Que é um tema que deve ser desenvolvido delicadamente e devagar. Ele estava falando sobre homossexualidade na TV em geral.

Parte do fandom enxergou aí as pistas para a confirmação de um desejo há muito esperado: que John e Sherlock assumam um relacionamento amoroso nas telas (o chamado Johnlock, para quem não sabe). Pois bem, no painel realizado pelo Nerdist hoje, Moffat resolveu esclarecer a confusão:

Dizendo que suas palavras foram retiradas do contexto na internet, ele disse que estava falando da importância da representatividade em geral, e não dando alguma pista sobre o que vai acontecer no programa. Ele e Gatiss disseram também que ainda que eles reconheçam a importância da representatividade e achem que as fanfics e fanarts sejam bem-vindas, um relacionamento romântico Johnlock não vai acontecer na série. Que essa simplesmente não é a história que eles estão contando.


"Sei que eles são conhecidos por mentirem, mas dessa vez eu tenho certeza de que estavam falando a verdade absoluta.", disse a pessoa que estava lá realizando o live tweet. Como ela pode ter tanta certeza? Bom, provavelmente pela maneira como uma pessoa fala, você pode dizer que ela está falando sério ou tentando ser evasiva. De qualquer forma, fica a critério de cada um acreditar no que eles dizem -- mas é sempre bom ter cautela para não se decepcionar.

E se essa informação foi um balde de água fria para uma parcela de fandom, a próxima pode ser mais animadora para esse mesmo público: o futuro de Mary.


Respondendo a pergunta de fãs em vídeo (mais abaixo no post), Amanda Abbington deu a dica de que saberemos mais sobre o passado dela e que na próxima temporada ela terá uma participação importante.

Já durante o painel, Amanda falou ainda que "Mary deve ter o mesmo futuro dos livros" [Mary não tem futuro nenhum nos livros, ela simplesmente desaparece. Mas virou consenso de que a personagem teria morrido].

E é justamente isso que Gatiss fala: "Nos livros [o que acontece com Mary] não fica claro. Eu acho que houve um divórcio conturbado".

Bem, como a gente já sabe que Mary tem um passado pra lá de comprometedor, não espantaria ninguém que ela decepcionasse John  mais uma vez e eles se separassem - sem que ela precisasse morrer e deixar sua filha órfã.

E isso não é tudo.



Pediram para que cada um dos participantes definissem a próxima temporada em apenas uma palavra:

Mark Gatiss: [será] Transmitida
Amanda Abbington: Devastadora
Steven Moffat: Terminal
Sue Vertue: Amanda

Oi? Pelo visto Mary terá REALMENTE uma participação importante. Mas e esse "terminal" sugerido por Moffat? Lembram que ele já disse que a quarta temporada pode ser a última?

Em notícias de tirar menos o fôlego, perguntaram novamente a Gatiss sobre o suposto terceiro irmão. E ele respondeu "Se eu te contar, terei que te matar".

Moffat contou ainda que esta temporada é de novos casos, com pedaços de casos do cânone enxertados lá e cá. No vídeo em que responde a pergunta de fãs, Moffat disse ainda que essa temporada é a que terá mais ação.

E isso é tudo por enquanto!

Assista Steven Moffat, Sue Vertue e Amanda Abbington respondendo a perguntas dos fãs:

Amanhã o painel de Sherlock no salão principal contará com a presença de Benedict Cumberbatch e nós estaremos acompanhando tudo pelo Twitter a partir das 14h.

Não deixe de ficar de olho na nossa fanpage - postaremos vídeos legendados da equipe de Sherlock respondendo perguntas dos fãs!




Leia nossa cobertura completa da ComicCon:

Painel 01: Moffat define a T4 como "terminal", desmente relacionamento entre John e Sherlock e Amanda dá pistas sobre o futuro de Mary: http://goo.gl/XZCwDe

Painel 02: Os 3 nomes que definem os 3 episódios da T4 (e o que eles devem significar), o teaser legendado + "eu nunca disse que seria a última temporada": http://goo.gl/svTZal

Painel 03: Representatividade foi um dos assuntos abordados: "É muito importante, mas não trataremos desse assunto nessa temporada" http://goo.gl/KoF3Gr

Entrevista completa: Steven Moffat e Mark Gatiss desmentem a teoria Johnlock: aqui

Vídeo: Esquete hilária mostra como foram escolhidos os atores que participaram do evento: https://goo.gl/GTTgVo

Fotos: https://goo.gl/SeV1E6

A revista Entertainment Weekly trouxe uma matéria com Rachel Talalay, a primeira mulher a dirigi...


A revista Entertainment Weekly trouxe uma matéria com Rachel Talalay, a primeira mulher a dirigir um episódio de Sherlock . Na entrevista, ela fala sobre seu trabalho em geral, mas nós traduzimos aqui apenas os trechos sobre Sherlock.

A matéria completa ainda não está online - você pode ler este trecho no site da revista.

Dirigindo Sherlock
"Já se passaram três meses desde que Rachel Talalay começou a gravar o episódio de abertura da quarta temporada de Sherlock e mesmo agora ela ainda está meio inebriada por ter trabalhado com Benedict Cumberbatch e Martin Freeman nesta série tão amada. "O fato de levar três anos para conseguir que eles estejam juntos pelo tempo necessário para gravar a série e aí eu ser convidada para dirigir é fenomenal", diz ela. "É uma tremenda experiência em todos os sentidos".

É o tipo de experiência que Hollywood disse à diretora de 57 anos que ela jamais viveria. Ainda que o piloto original tenha sido dirigido por uma mulher - Coky Giedroyc -, Talalay é a primeira a ser responsável por um episódio completo de uma temporada e ela descreve a situação como ter "uma pena gigantesca no meu chapéu"

Desafio
"[Em Sherlock] você sabe que seu orçamento é de uma fração minúscula [em comparação a um grande filme de Hollywood] mas as expectativas são que você forneça um material do mesmo nível, em todos os sentidos. Uma das maiores diferenças é o tempo de preparação. Então, por exemplo, nós temos uma sequência de ação com um efeito complicado. Você tem Benedict, que acabou de sair de Doutor Estranho, e nesse filme esse tipo de sequência teria sido ensaiada por várias semanas. Então agora você fica em uma situação em que ele só tem um dia pra ensaiar e alguns dos efeitos estão sendo preparados no momento em que chegamos lá.Então, sim, seria muito mais fácil e mais tranquilo ter um grande tempo de preparação. Mas há algo que é incrível, e novo, e empolgante do tipo 'Okay, é isso que a gente tem, é isso que vamos fazer, agora vamos ao desafio de fazer sair bom.'"

Oportunidades
"[Steven] Moffat, co-criador de Sherlock [a quem conheceu depois de dirigir Doctor Who] foi de grande ajuda para que ela conseguisse o trabalho de dirigir a abertura da próxima temporada. Ela ainda havia dirigido o outro co-criador, aquele que dá vida a Mycroft, Mark Gatiss, em um telefilme de 2006. Como outras franquias, Sherlock se provou ser uma série impulsionadora de carreiras para vários outros diretores, mas Talalay está ciente de que isso pode não acontecer com ela. Quando não está pela TARDIS ou pelo 221B da Baker Street, ela pode ser vista na University of British Columbia, em Vancouver, onde dá aulas de cinema. Em junho, Talalay foi homenageada como A Mulher do Ano nos prêmios Women in Filme + Television de Vancouver. Em seu discurso, ela lembrou ter conversado com seus agentes para falar sobre suas ambições pós-Sherlock. 'Eles disseram 'Sim, você fez Sherlock e sim, ofereceram pilotos e outros trabalhos para os outros diretores na esteira da série. Mas lembre-se: você é uma mulher'. Ainda que ela admita que eles estavam sendo realistas, ela ficou arrasada.

Apesar (ou por isso mesmo), Rachel Talalay está determinada a garantir um futuro para si mesma e para as mulher em geral na indústria cinematográfica. (...)"

You go, girl!

Fonte:


Primeira imagem oficial divulgada pela BBC Em entrevista ao Telegraph divulgada hoje , Steven M...

Primeira imagem oficial divulgada pela BBC
Em entrevista ao Telegraph divulgada hoje, Steven Moffat disse que ficaria "moderadamente surpreso" caso a quarta temporada de Sherlock fosse a última. "Mas sem dúvidas poderia ser", ele avisou.

Em abril, nós já tínhamos publicado uma matéria sobre como os rumores a respeito do fim de Sherlock, tão fortes desde 2013, ganharam substância a partir de declarações feitas por Moffat e Gatiss. No release da BBC, Moffat informou que a história de Sherlock está prestes a chegar em seu clímax e em entrevista, Gatiss disse: "Vamos fazer a quarta temporada e aí nós vamos ver". Hum. Enfim, vamos à entrevista:

A próxima temporada de Sherlock, o sucesso da BBC, pode ser a última, segundo o criador do programa alertou, já que ele sugere que Benedict Cumberbatch agora é um ator tão internacionalmente renomado que ele só continua na série por lealdade aos fãs.

Steven Moffat disse que ficou "maravilhado" que a BBC tenha conseguido manter "astros do cinema" - como Cumberbatch, que interpreta o detetive, e Martin Freeman, seu braço-direito Doutor Watson - para a quarta temporada, que está prevista para estrear no início de 2017.

Ele disse ainda: "Eu não sei por quanto tempo nós poderemos continuar. Eu pessoalmente quero mas não sou a figura mais importante nem de longe. Eu ficaria moderadamente surpreso se esta fosse a última vez que a gente fizesse o programa. Mas sem dúvidas pode ser."

Sherlock se tornou um dos programas mais populares da BBC, atraindo um culto de seguidores, e seu episódio especial ambientado na era vitoriana foi indicado a seis prêmios Emmy ontem. O episódio foi visto por mais de 12 milhões de pessoas na BBC One e essa semana a BBC Worldwide revelou que o especial foi o produto de maior exportação da companhia desde o ano passado - A Noiva Abominável foi vendido para transmissão em 216 territórios internacionais nos últimos meses, além de ainda ter sido exibido em cinemas pelo mundo, vendendo 190,000 ingressos nos EUA e Canadá e chegando ao topo do box office na Rússia, Coreia do Sul e China.

Steven Moffat disse que a próxima temporada não será baseada em nenhuma das histórias mais famosas de Conan Doyle. Ele disse: "Estamos fazendo uso de algumas histórias, mas de maneira diferente. Estamos usando histórias que as pessoas não conhecem muito.* Agora estamos usando histórias igualmente boas, mas menos conhecidas, de Conan Doyle".

Ele ainda afirmou que nem Martin Freeman nem Cumberbatch fazem a série por dinheiro, dizendo que "Nós temos dois astros do cinema no programa. Eles não têm precisado [financeiramente] desse trabalho há muito tempo. Eles voltam porque querem. Eu fico impressionado que a gente tenha chegado tão longe. Eu achei que uma vez que eles tivessem se tornado extremamente bem-sucedidos, a gente só conseguiria fazer mais uma temporada."

"Nunca vai chegar o dia em que iremos fazer uma temporada maior, porque a série se tornou isso: um prazer ocasional onde o que você tem são três filmes. É assim que funciona." Moffat disse ainda que a agenda dos atores principais se tornou muito complicada para que eles se comprometam com mais temporadas** - o programa poderia voltar só depois de muitos anos.


Ele ainda completou: "É por isso que eu acho improvável que a gente termine completamente [a história]. Não seria nada estranho se parássemos por um tempo. Poderia durar pra sempre, voltando de vez em quando."

***

*Com todos os caminhos das gravações apontando para O Signo dos Quatro, será que na verdade não teremos nada disso?

** Isso provavelmente significa que nem Benedict nem Martin renovaram seus contratos.

Grifos nossos.