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Como os criadores de Sherlock conseguiram esconder o grande segredo do segundo episódio da quarta temporada


O episódio desta noite de Sherlock viu o que poderia ser o maior plot twist da série até hoje, com a revelação de que não só Sherlock e Mycroft tinham uma irmã secreta chamada Euros (ou Eurus, interpretada pela atriz Sian Brooke), mas que ela também os perseguiu em uma variedade de disfarces como, a mulher com quem John Watson traiu sua esposa (via sms), uma terapeuta e a filha de um serial killer que Sherlock estava investigando.

E agora que o episódio chegou ao fim, a pergunta que muitos telespectadores devem estar se fazendo é como foi possível os criadores da série terem conseguido manter um segredo tão grande da trama longe dos fãs - e foi por isso que os cocriadores Steven Moffat e Mark Gatiss, a produtora Sue Vertue e Nick Hurran, diretor, estavam felizes em revelar os seus métodos durante uma exibição do episódio que aconteceu hoje cedo.

"Acho que uma das maiores dificuldades estava sendo manter Sian em segredo", lembrou Vertue. "Onde ela foi vista em público, onde ela não foi vista em público, e quem ela era."

"Quem ela era", é claro, se refere aos vários personagens que Brooke interpretou, tanto na semana passada quanto no episódio de hoje à noite, que Moffat explicou que era uma parte complicada da revelação final.

"Se não tivesse funcionado, não teríamos muita coisa a fazer sobre isso", disse ele. "Tivemos cuidado durante as filmagens, com as coisas que vocês viram e coisa e tal.

"Ela realmente não parece tão diferente, mas é aquela questão de fazer com que vocês ficassem olhando na direção contrária. Esse é o truque, não é?

"Em termos de enquadramento das cenas... era a primeira vez que você via Toby Jones como o novo vilão, Culverton Smith, então os seus olhos ficam focados nele ... era também a primeira vez que você estava vendo um Sherlock Holmes
drogado, seus olhos focaram nele ... você estava constantemente olhando.

Quando você volta e olha de novo, são duas mulheres diferentes e tem uma mulher se passando pelas duas.


O diretor Hurran acrescentou: "Nós a disfarçamos ... ou filmando de cima, ou em qualquer transição em que você demorou a perceber devido o quão rápido colocamos as duas juntas. A não ser nas cenas em que fizemos isso com a intenção de que você entendesse a história".

E, claro, os disfarces que Euros utiliza em suas diferentes personalidades foram cruciais.

"Na verdade, é estranho, óculos de aros transparentes ajudam, eles meio que fazem desaparecer", comentou Gatiss sobre um dos trajes de Brooke. "Muitas vezes você só vê uma espécie de retângulos brancos."

"Nós só queríamos usar aquilo que ela mesma podia fazer", continuou Vertue, "então nós não queríamos colocar uma espécie de prótese estranha nela".
 
"Eu acho que você atrai o olhar com o disfarce", Gatiss concordou. "Volta exatamente à primeira temporada -" o elemento do disfarce é aprender a esconder à primeira vista "é o que Sherlock diz, e é exatamente disso que se trata.

"Se você se depara com um disfarce exagerado você fica desconfiado, acho que você meio que percebe. Considerando que alguém pode simplesmente passar sem ser notado, você atingiu o objetivo. "
"E tem a voz também, não é mesmo?", diz Vertue. "Ela faz um trabalho tão bom de falar daquela maneira que todos os seus sentidos acabam um pouco enganados."


E no final parece que a equipe conseguiu atingir o objetivo - mesmo com eles admitindo que esperavam que um ou dois fãs notassem o truque antes do final do episódio.
"Um ponto que estávamos genuinamente preocupados era o tempo de distância entre os episódios um e dois e algo ser descoberto durante esse período", disse Gatiss, "porque se você começar a pensar sobre isso durante o episódio, daí não importa."

"Porque se você pensa 'Oh, ela não é ...' não leva necessariamente à conclusão real, mas te direciona a pensar que algo estranho está acontecendo."

"O truque nesse plot twist é, mesmo que você tenha se tocado você ainda tem coisas a tentar descobrir", Moffat concorda, comparando a sua própria experiência assistindo ao clássico "O Sexto Sentido", onde ele adivinhou o famoso plot twist do filme antes do fim.

"Eu descobri bem rápido, mas não me afetou", lembrou o roteirista. "Eu pensei 'Uau, isso é incrível!' E reagi com o mesmo espanto quando o que eu já sabia desde o início do filme foi revelado mais tarde. Funcionou da mesma forma!"

E conclui: "O plot twist funciona ser for bom, sendo ou não uma surpresa genuína".
 
Fonte: Radio Times

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